Terça-feira, Novembro 25, 2008

Novo endereço: http://www.zeba.com.br

Quinta-feira, Outubro 18, 2007

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Sábado, Abril 22, 2006

"Lately, your low self-esteem is just good common sense. "

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Vc nunca vai ser "só alguém", por mais que confunda Drácula com Frankstein...

Sexta-feira, Março 10, 2006

A Alma do Outro Mundo

Charles Baudelaire


Como os anjos de ruivo olhar,
À tua alcova hei de voltar
E junto a ti, silente vulto,
Deslizarei na sombra oculto;

Dar-te-ei na pele escura e nua
Beijos mais frios que a lua
E qual serpente em náusea fossa
Te afagarei o quanto possa.

Ao despontar o dia incerto,
O meu lugar verás deserto,
E em tudo o frio há de se pôr.

Como os demais pela virtude,
Em tua vida e juventude
Quero reinar pelo pavor.

(Perdoe-me por ser uma tradução. Não falo francês. Ainda.)

Segunda-feira, Março 06, 2006

You see I've forgotten
If they're green or they're blue
Anyway the thing is well I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

"She smells like angels ought to smell"

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

"I thougth you look like christmas morning" - John Smith, the Stranger.

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

No meu calendário, depois do 29 vem o 31. Não sei o que houve com o 30. Foi-se. É uma pena.

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Acredite se quiser, o post abaixo foi postado sem saber do coment do dia 15 e depois de uma longa conversa sobre o assunto com alguém que nunca falei tão profundamente sobre esses assuntos. Mas deve ser apenas coincidência mesmo nesse Chaos que rege o universo. Nada de energias ou manuscritos, creio. Não pra mim. É, realmente, uma pena.

Ela é apenas minha colega de trabalho. Nada demais. Eu sem vc é como vc sem mim. Mas não era pra mim. Aposto minha alma.



"Case-se comigo
Vanessa Da Mata
Composição: Liminha e Vanessa da Mata

Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não pareça tåo bom pedido
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido
Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não me apareça tão bom partido
Case-se comigo
Antes que eu padeça
Case-se comigo
Eu quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim!"


(Obviamente a letra foi escrita de uma mulher para um homem. Nesse caso, eu escrevo pra uma mulher. Mudem os gêneros)

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Dizem por aí que não quero encontrar algumas pessoas. Não é bem assim.Mas não se preocupe. Delete é um bom comando e foi usado.

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

E não me interprete mal. É só porque sei que sou maior do que cartões de Natal.

Frases prontas de cartões de Natal. Tudo, no final, se resumiu a isso. Que os anjos digam amém.

Sábado, Novembro 26, 2005

"Os estóicos identificam a ataraxia com a apatia, isto é, a serenidade intelectual, o domínio de si, o estado da alma que se tornou estranha às desordens das paixões e insensível à dor, rejeitando a procura da felicidade; já que as "coisas" não podem ser de outro modo, o mais sensato é acomodarmo-nos.

Os cépticos e os epicuristas procuram o mesmo através da ataraxia, atitude que, sem renunciar à amizade, à compaixão, ao prazer ou à dor, não permite a perda do equilíbrio espiritual. Epicuro entende que se chega à felicidade pelo prazer, mas, porque alguns prazeres se revelam nefastos, é necessário fazer uma "triagem", rejeitando aqueles que não são naturais ou não são necessários à nossa paz: o prazer é, então, ausência de perturbações passionais da alma -- a ataraxia. O homem sem paixões é o que é/está em si e para si: "estar fora de si" (o homem colérico, diz-se, é o que está fora de si) é a expressão que traduz o estado contrário à ataraxia."

Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Open your eyes. É bom estar renascendo.

Quinta-feira, Novembro 03, 2005

Comentários reativados. Se é que tem alguém pra comentar.

Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Sinto as convulsões típicas. Sinto a tosse vindo. Uma única palavra desencadeou todo o processo de destruição. À dor que já ardia o peito veio se juntar o vômito desesperado do homem destruído. Não era necessário jogar essa ultima pá de areia. Eu já estava morto e putrefato, arrastando meu corpo fedorento e repulsivo pelo mundos dos vivo como se um deles fosse, mas a morte já havia me alcançado e os olhares de asco e rancor que me atingiam queimava minha carne exposta, aumentando o fedor podre que me envolvia. E, num último toque de sarcasmo, a Morte havia me deixado morto e respirando, morto e sentindo, morto e ainda morrendo. Deixou jogado neste mundo, arrastando as dores do espírito por entre o desprezo dos ainda vivos, como um monumento a tragédia dos que, até pela morte, são deixados pra trás. Então, do meu estômago de thanatus, um turbilhão dobrou meu corpo, um ardor quente veio-me a garganta e jogou-se na porcelana branca. E o vermelho do sangue vomitado manchou meus lábios de vida em agonia.



*texto escrito aos 8 dias do mês de setembro e publicado em outro blog meu.

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Bom, me desculpe por ontem. Eu simplesmente fiquei sem ação por causa do susto e outras "coincidências". Minha consciencia tentava simplesmente desistir e me abandonar e meu corpo tentava bravavemente se mover. Enfim.

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Mais serio voce disse, 3,14? Nao, eu diria mais introspectivo.
Entre o dia e a noite eu escolhi o por do sol. Mas nao fui escolhido por ele. Fui jogado pro vazio do esquecimento.

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Roubo tuas palavras, meu velho (http://www.fotolog.net/metade). Hoje tb me sinto assim.


"O amor é
bicho fragil
Cachorro sem dono
que se tira de fuça
no primeiro carinho

O amor é
sono leve
Que acorda assustado
de noite, aos prantos
com qualquer barulhinho

Eu fui
apenas o meio

a via pro fluxo
desse troço nervoso
que gira o mundo
Frente a seguir

Você foi
silêncio profundo

A razão disso tudo
O mais forte dos gostos
O único gozo
Ao menos pra mim"

Os dois meses que vivi. Um dos poucos momentos em que realmente vivi. Sinto fala da luz dos teus olhos.

Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Há o bom, há o ruim. Houve o bom. Esse Silêncio que ouço é ruim. Voltando pra casa. Mas apenas de passagem. Desculpe se não respondi alguns e-mails. Não os abri. Cansei de notícias ruins. Não queria ler o que iria doer mais. Não era necessário. Sei o que represento.

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Maria que amava João que amava a Irmã de Maria que não o via como Homem e não queria mais nada com ele
De Maria não se sabe, a Irmã casou-se em colo falso,
João matou seu amor e o enterrou no interior.
7532442325.

Sexta-feira, Setembro 02, 2005


O pulso ainda pulsa.

Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Eu sinto teu cheiro vindo com o vento. Literalmtente.

Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Terça-feira, Agosto 23, 2005

Quatro da tarde. 33 horas sem dormir e contando.

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Texto escrito as pressas no msn. Perdoem-me.
Ele não exatamente acordou. Apenas levantou-se da cama como de costume. Há tempos não dormia nem ficava acordado. Vivia naquele estado confuso entre a consciência e a Liberdade. Tudo começou mais ou menos quando ele parou de ver as cores. Elas foram se desfazendo, granulando-se, se apagando, implodindo impiedosamente nos seus próprios espectros. Ele observava a lenta agonia das cores com indiferença, apenas aguardando o momento em que finalmente iriam morrer em si mesmas. E o mundo explodiu em preto e branco. O mundo, as coisas, as pessoas. Tudo havia se tornado cinza e real. Eventualmente, um ponto mais escuro do que os outros escuros surgia em seu campo de visão. ele, em vão, tentava focalizar os olhos mas o negrume fugia e escorregava da sua existência. Mas em seu mundo cinzento, algo havia sobrevivido. Ao fim do dia, como um sonâmbulo, ele fugia para a explosão de cores do sol se pondo. Sentava num banco, a beira-mar e voltava seus olhos castanhos pro sol e se deixava banhar na luz desesperadora da morte revivida. Então aconteceu. No princípio de um pôr-do-sol indefinido, em canto quase fugido da sua visão, o ponto negro surgiu e caminhou, inadvertidamente em sua direção. Parecia que caminhava a esmo e seguia em sua direção como se estivesse sem rumo. Ele virou-se de frente pro desconhecido e esperou. De alguma forma ele sabia. O sol, no seu caminho de lamentações, vomitou as cores que, desta vez, o deixaram meio cego e, de alguma forma, haviam devolvido sua consciência, perdida há tempos. No contrate entre o mundo cinzento e o crepúsculo, o negrume foi se desfazendo, escorregando para o chão e Ela surgiu. Seus olhares se procuraram. Os olhos Dela, ele notou, eram iguais aos seus. Castanhos, profundos e vivos. Então fez-se o Silêncio. O mundo parou, as pessoas sumiram, a luz se fez mais presente e A coloriu, pouco a pouco, como uma aquarela cuidadosamente trabalhada por algum mestre esquecido. Apenas se ouvia, ao longe, o barulho do mar Ela recuou um passo, assustada. Ele deu um passo a frente. Ela sorriu, em sinal de reconhecimento, e moveu-se em sua direção. Se encontraram no momento derradeiro das luzes, Ela tocou seu rosto delicadamente e, com os dedos, arrancou-lhe os olhos e os jogou no mar. E ele morreu afogado na escuridão.
Death is the only hope in this miserable life.
O sol se pôs. Típico, considerando minha vida. E não, meus olhos não ficam bem na luz do crepúsculo. Hoje é noite de lua nova.

Quinta-feira, Agosto 18, 2005

.. Bom, acho que vc deixou um fecho de aeVivem me dizendo pra escrever, mesmo que sejam ruim. Bom, aí vai. Mais uma tentativa de voltar aos "bons tempos". Não muito boa, admito, mas talvez valha a tentavia. Quem sabe um dia eu mude o final?
No principio não havia nada. Apenas o silêncio mergulhado nas brumas da não-existência, cercado pela escuridão além da memória e da compreensão. Então, num instante infinitesimal, perdido para sempre nas memórias quânticas, houve luz. O universo surgia em todo seu esplendor. Partículas primordiais dançavam e se agrupavam, nascendo e destruindo, morrendo e criando. Então, surgiu o Verbo. E aí foi quando começou a fuder tudo. Bom, não exatamente quando o Verbo surgiu. O problema foi o que veio depois: O Tempo. Mais especificamente os Tempos do Subjuntivo, porque o Indicativo até dá pra encarar. As notícias do Primeiro são vagas e imprecisas mas, dizem, chamava Imperativo. No início, limitou-se a observar e tentar organizar o andamento das coisas, guiar quarks, neutros e fótons a seu bel prazer. Sentindo só, porém, criou o Tempo. O Indicativo pra ser mais preciso. E viu que era bom. Vieram o Presente, o Pretérito Perfeito e o Pretérito-Mais-Que-Perfeito. O Futuro não, pq o Futuro a Deus pertence. Olhando a magnitude da sua obra, O Primeiro cedeu à soberba e criou o Subjuntivo. Surgiu, assim, Pretérito Imperfeito. Do subjuntivo, é claro. O mais poderoso dentre todos os Tempos, mas com uma inveja e cobiça escondidos em sua conjugação. Por esses dias, Imperativo criou sua obra máxima: Um pequeno planeta na órbita de um pequeno sol, esquecido nos confins de uma insignificante galáxia. Todos se maravilharam com sua obra e, mesmo Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, admiraram-se com o poder e a magnitude de tudo quanto havia sido feito. Mas então, no sexto dia, Ele cometeu seu primeiro erro: Os livros de auto-ajuda. Por todo panteão se cochichava sobre a senilidade e a incompetência do imperativo. Uma rebelião se formava e Pretérito Imperfeito do Subjuntivo (doravante conhecido como P.I.S) formou uma delegação de Tempos e pediu uma audiência com Ele: “Senhor, tem certeza sobre essa história de Livro Sagrado? Quer dizer, as pessoas podem interpretar tudo errado, vc sabe como essa gente é... Eu faria diferente, se fosse o Senhor. Essa tal de Bibl...”. “Mas não é eu. Será assim.” “Senhor, não é eu não é o corre...” “Suma daqui! Não me corrija! Eu sou o que sou!”. P.I.S recolheu-se humildemente e retirou-se. Parecia que a sede de poder havia, finalmente, dominado Imperativo e ele começou seu devaneio criacional: Cerveja sem álcool, Celine Dion, a Cruz, todos os devaneios Imperiais, potenciais destruidores do universo, vinham insuflar os ânimos dos rebeldes. Então, num ataque de loucura e embriaguês, Imperativo chamou um jovem e disse: “Hamurabi, aqui estão as bases pra que, no futuro, os Advogados surjam. Eles serão os porta-vozes do Imperativo neste planeta”. Então houve um clamor nos céus e na Terra. Revolta, massacres, morte e destruição. Sangue, saques, pilhagens. O planeta estava entregue ao deus dará, mas ele não deu. P.I.S tomou pra si as rédeas da revolução e voltou à presença Dele: “Senhor, me perdoe, mas creio que o Senhor não sabe mais o que nesta fazendo. Sou obrigado a pedir, em nome de muitos, que se convoque uma eleição.” ELEIÇÃO?!?!?! Você está louco? Não haverá eleição alguma. Eu sou o imperativo. E digo que não haverá!”.” Bom, infelizmente pro senhor, os advogados serão criados. E digo que, de acordo com o que eles dirão, haverá eleição. Mesmo que seja em juízo. E que seja o ultimo juízo dentre todos o que ocorram. Considere-se em campanha.” E aí... Bom, e aí como são 06:30 da manhã e o whisky acabou, Ele chamou Pretérito Perfeito e disse: “Fudeu”.

Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Bem, não tá bom, mas é uma tentativa depois de meses. Encarem, se é que alguém ainda vem aqui, como uma tentativa de furar o bloqueio que eu mesmo imposto por alguma zona obscura de mim. E contem ainda que perdi ultima metade do texto por causa dessa merda de cpu e tive que reescrever, puto e sem paciência. enfim. Aí vai... Bom... E pra completar... Depois que eu publiquei deu pau geral no template... Claro, comigo nada é simples... Bom, tá mudado... perdi os coments antigos, por enquanto...



Era impenetrável. Espessas paredes de concreto e aço selavam o lugar, como um crânio. Havia sido projetado a pedido de um milionário, que cansou o mundo e trancou-se em seu próprio desespero. Um banheiro, uma vasta despensa, uma cama e, num derradeiro sinal de autopiedade, uma .45 completavam o cenário da sua liberdade. Sem portas nem janelas, apenas pequenos dutos para a renovação do ar, vivia nu a divargar com seus Demônios, expondo-lhes suas teorias desvairadas que já haviam lhe expulsado do mundo e estavam agora o expulsando de si mesmo. Cagava, como cagam todos, quando a ouviu:"Olá estranho". Ele, a principio, não a reconheceu. Não que a tivesse conhecido pessoalmente, ele simplesmente não reconheceu o que era aquilo que se movia e emitia sons ininteligíveis e parecia, de alguma maneira, estar interagindo com ele. Achou que pudesse ser um de seus Demônios , mas aquilo possuia algo estranho na extremidade superior, algo que Eles não tinham. Duas esferas, uma dentro da outra, a maior castanha e a menor, quase invisível, negra, circundadas por uma imensidão branca. Num ato reflexo, sentiu os lábios contrairem e ouviu sua voz responder:"Olá estranha". Como um vômito, suas memórias lhe foram devolvidas pelos deuses esquecidos da memória e a dor lancinante que se segiu à sua epifânia o fez perder os sentidos nu e sujo de merda. O barulho das águas da cachoeira batendo nas pedras do lago o fez acordar. Mesmo depois de algum tempo no exterior, a luz do sol ainda o incomodava. Baixou os olhos e a viu dormindo a seu lado, os longos cabelos dourados caídos delicadamente sobre os ombros e o rosto levemente voltado para a luz. Com suavidade, encostou seus lábios nos Dela. Ela despertou, sorriu pra ele com doçura e, mais uma vez, entregaram-se ao silêncio e aos corpos como um náufrago se entrega ao mar. Depois, como sempre faziam, nadaram até a outra margem do lago para ver o por-do-sol. E ali, no crepúsculo, onde todas as coisas morrem, Ela acriciou delicadamente o seu rosto e lhe disse:"Adeus e obrigada. Vou indo. Não que que me sigas". Pulou no lago e desapareceu na noite, jogand-lhe a solidão nas costas. A escuridão o cercou e seus Demônios voltaram, com risadas de escárnio, rindo da sua destruição. Um deles atirou-lhe sua .45. Ele a pegou, olhou-a e pensou:"Não preciso mais disso" e enfiou uma bala na cabeça, se entregando à morte como uma criança se entrega à vida: nú e sujo de merda

Quinta-feira, Junho 02, 2005

Eu nunca deveria ter saído daquele útero.

Quarta-feira, Junho 01, 2005

Envelheço na cidade.

Terça-feira, Maio 24, 2005

A formiga só trabalha porque não sabe cantar. Ou escrever.

Quarta-feira, Abril 20, 2005

Que outros lábios que não os seus os meus buscam e apenas meus olhos encontram. Que outra pele, que não a sua, a minha alma anseia, e apenas apenas minha pele encontra, prisioneira dos mesquinhos limites da carne. O ser bendito voando pra fora dos limites do sentir, condenando meu maldito ser ao tormento indizível da morte revivida a cada instante. O cheiro que impregna o meu cheiro e habita no meu peito e destrói os meu sentidos e me deixa na completa anosmia. Quais pecados cometi e quais cometerei pra poder pagar o preço da agonia a ti destinada pela minha mente embotada pelo drama, por mim mesmo engedrado, que me condeno viver todo dia. A que passado tortuoso me condenas, onde a parte que me cabe é a de um triste palhaço a beira do pranto do insignificante. Como poderá minha culpa ser purgada, a culpa do meu espírito, que também é corpo, que jogou-se em suas mãos e jogou-se sem mirar e querendo achar a paz, achou o riso desdenhoso. Mas esquece essas palavras. Porque o que foi dito talvez nem o tenho sido. É uma quimera de pensamentos, feita dos delírios e devaneios da vida que se acaba e que nunca vai se acabar. Do desespero do fim interminável. E a laconicidade da irônia vem destuir a prolixidade do rídiculo, desnudando o ser e expondo a pateticidade do poeta. E me pego sem fazer o menor sentido. Patético.

Domingo, Abril 17, 2005

(...)A garagem estava as escuras e ele tateava tentando achar o caminho até o elevador. Tentando não cair, deu uma trombada no carro de um vizinho, quase na porta do elevador. Deu um grito de dor abafado e procurou o botão. Mais uma vez não percebeu uma sombra, saindo de debaixo do seu carro. A criatura se arrastava, silenciosamente, no negrume, chegando cada vez mas perto, como que se preparando para um bote. Sorrateiramente ela avançava, ganhando terreno. Agora estava menos de dois metros dele. No preciso instante em que, finalmente, achou o botão, o perseguidor, achou, com a cabeça, o mesmo carro do vizinho. Ele ouviu o estrondo e um grito abafado de dor. Virou-se assustado em direção ao barulho. Do fundo da sua mente, perturbada pelo álcool e por si mesmo, um pensamento foi se formando. Aos poucos vinha emergindo, tomando forma. Demorou alguns instantes pra perceber o que se passava, mas finalmente a sua brilhante capacidade de dedução falou mais alto. Ele, assustado, pensou: “Nossa! Eu sou mais rápido que o som!”. E entrou no elevador.(...)

Zeba in projeto de livro ainda sem título

Terça-feira, Abril 12, 2005

Eu preciso parar de beber. Ou beber até enlouquecer duma vez. Essa coisa de enlouquecer aos poucos não dá.

Quinta-feira, Abril 07, 2005

"(...) mas provavelmente não existe (...) hoje em dia um único homeme maravilhado com a idéia de que é um ser humano. Estão todos atemorizados com a possibilidade de não vencerem na vida. Um homem inteligente, um homem sem medo, enfim, está preocupado com coisas mais importantes que dinheiro ou pelo menos é um homem que faz o dinheiro trabalhar por ele, e não o contrário."
Fausto Wolff in A Mão Esquerda

Segunda-feira, Abril 04, 2005

Eu não tenhos problemas com o alcool. Eu tenho problemas com a falta dele.

Terça-feira, Março 15, 2005

Talvez este seja sobre a vida. E a ridicularidade dela. Seja sobre como a maioria de vcs finge que a vida é linda quando é apenas uma sucessão de instantes podres e moribundos, que, na maioria dos casos, te mostra o quão ridicularmente pequeno vc é e que a sua importância, no geral, tende a zero e que o ponto onde vc vai chegar é o mesmo da grande maioria dos humanos: uma frustração, seguida do desespero e o nada a que estamos condenados. Sempre fingindo que estamos bem, obrigado, minha carreira tá crescendo, os meninos não usam drogas e meu marido não come a vizinha. Mas, na real, é tudo uma gigantesca bosta, o que faz do planeta o maior pinico a céu aberto que se tem notícia, com tendencia a piorar porque seus 6 bilhões de habitantes cagam suas vidinhas por toda parte e vivem chafurdando na própria merda, sem sentir o fedor da sua própria insignificancia, atribuindo a si mesmo um valor irreal e patético, supondo, com uma prepotência absurda, que está em controle da própria vida sem perceber que vive andando a esmo, rodando o mesmo ponto, rodando tanto que acaba cavando sua própria cova com os pés, e vai acabar enterrado vivo quando sua vida desabar sobre si mesma, entupindo seus canais respiratórios chegando, finalmente, ao ponto a que todos estamos condenados: morrer em vida sufocado pela própria merda.
Talvez seja um bloqueio criativo. Talvez seja um grande texto sendo produzido. Talvez seja um suspense marketeiro. Mas eu acho que é preguiça mesmo.

Quinta-feira, Março 10, 2005

Ok, não costumo fazer essas coisas mais isso foi foda. Sobre o caso Michael Jackson, alguém, escreveu o seguinte no Terra:

"(...)disse que iria segurar o mandado de prisão por uma hora para dar tempo para que Jackson aparecesse na corte. Porém, o prazo já inspirou.(...)"

http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI485637-EI4687,00.html

Terça-feira, Março 08, 2005

"(...) Esse negócio de nascer. E de morrer. Cada um na sua hora. A gente chega sozinho e vai-se embora do mesmo jeito. E a maioria passa a vida inteira sem ninguém, assustada e sem entender nada.(...)"
Charles Bukowski

Sexta-feira, Março 04, 2005

Velho, me faz um favor, arranca minha cabeça do pescoço. Você me deve isso. Eu não aguento mais isso aqui.

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Quando, quando eu vou enfiar o carro no pote ou um meteoro vai cair em minha cabeça espatifando meus miolos no asfalto feito jaca mole? Já demorou demais. Tô cansado disso.

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O mundo é o pior lugar pra se viver hoje em dia. é por isso que tem tanta gente doida.

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Why, oh why, didn't I take the blue pill?

Quinta-feira, Março 03, 2005

"Ave dolorosa

Ave perdida para sempre - crença
Perdida - segue a trilha que te traça
O Destino, ave negra da Desgraça,
Gêmea da Mágoa e núncia da Descrença!

Dos sonhos meus na Catedral imensa
Que nunca pouses. Lá, na névoa baça
Onde o teu vulto lúrido esvoaça,S
eja-te a vida uma agonia intensa!

Vives de crenças mortas e te nutres,
Empenhada na sanha dos abutres,
Num desespero rábido, assassino...

E hás de tombar um dia em mágoas lentas,
Negrejadas das asas lutulentas
Que te emprestar o corvo do Destino!"


Augusto dos Anjos

Frustração é uma merda mesmo.

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

Um observador desatento não saberia dizer a diferença entre o pôr do sol e o nascer dele. Um observador um pouco mais atento teria reparado em alguma pequena luzinha acesa num poste qualquer. O que também não faria a menor diferença pra se saber qual dos dois estava acontecendo. Na verdade, tudo é uma questão de pra onde a Terra tá girando no momento em que se olha ou, pra ser mais preciso, onde nosso hipotético observador se encontra nela no momento em que ela gira. Claro que, de uma hora pra outra, ela poderia ter ficado de saco cheio de tanto girar prum lado, e alguns sábios e mestres de Yôga afirmam que ela está ficando, e simplesmente decidir girar pro outro lado, só pra mudar um pouco a rotina. Mas aí ele (nosso observador) estaria ocupado demais em observar a provável extinção da Civilização Humana e de Todo o Resto que na realidade pouco importava se a merda do sol estava se pondo ou nascendo e quem liga pro sol de qualquer jeito? Se você não acredita que isso esteja acontecendo é só dar uma olhada nos claros sinais de cansaço que o planeta vem demonstrando. Claro que não tô falando de tsunamis, terremotos e outras bobagens. Isso acontece com o planeta desde que ele evoluiu da categoria de Amontoado de Poeira Sem Forma para Amontoado de Poeira Com Forma Mais Ainda Sem Condições Para Vida Humana e Outras Criaturas Irracionais. Estou falando de coisas realmente sérias, com o que devemos nos preocupar, como radares de transito, cantores com cabelos vermelhos e nome de fruta confundida com leguminosa, cerveja sem álcool e, o pior, os Homo Sapiens Sapiens em geral, a não ser, talvez, uns 3 ou 4 deles em todo esse tempo, incluindo aí o Jimmy Hendrix e Ferreira, um garçom de um finado bar na Ladeira da Barra, que só Deus, ou o Similar Nacional, ou Ninguém, caso não haja ninguém realmente lá fora, sabe por onde anda. Enfim, o ponto é que realmente essa história de depender do referencial que se olha e de onde se está na terra quando se observa o sol pra saber o que está acontecendo não dá mais pra acreditar. Como aquela história da inteligência dos golfinhos e tal. (Se você acredita nisso, é bom começar a colocar novamente botinhas na janela pro Papai Noel. É fato sabido que eles só ganharam essa notoriedade por serem “fofinhos e meigos” e ficarem fazendo gracinhas, uma descrição que se assemelha muito mais a um palhaço, a um filhote dos supra citados Homo Sapiens Sapiens ou alguma bicha em um baile de carnaval, do que um cientista do MIT. Ao invés disso, imagine um ornitorrinco. Agora imagine um cientista do MIT. Notou a semelhança?) O que você tem que perceber pra se saber se o sol tá nascendo ou se pondo ou se você vai observar a extinção da Civilização Humana e de Todo o Resto é até que ponto o planeta tem paciência pra ficar girando estupidamente a uma velocidade definitivamente estonteante ao redor de um sol que manda ondas radioativas sem realmente chegar a nenhum lugar com isso enquanto alguns seres que acham que sabem que sabem (excluindo os cientistas do MIT e os ornitorrincos que realmente sabem) cuidam pacientemente da sua destruição (do planeta. E deles também). O que, se você parar de olhar pro sol e outras coisas inuteis e,finalmente, perceber que existem outras pessoas ao seu redor, vai se tocar que essa história de girar como um louco sem sair do lugar é exatamente o que acontece com os tais homens que sabem que sabem. Menos os ornitorrincos. Portanto se você não é um ornitorrinco ou um cientista do MIT (o que, no final, é quase a mesma coisa) e acha que nunca vai conseguir ser nenhum dos dois, desista. Continue olhando pro nada, ou pro próprio umbigo, como faz o resto da humanidade. Aliás, essa é a grande vantagem dos ornitorrincos em relação aos outros mamíferos: Eles não tem umbigo, logo não perdem tempo olhando pra ele. O que os torna fadados, inexoravelmente, a dominar o planeta e a pensar melhor do que qualquer outra criatura filha de Deus ou Semelhante. Incluindo aí os tais cientistas do MIT.

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

Wake time: 02/17/2005, 11:30hs
Sleep time:02/18/2005, 16:04hs

Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

"'me mostrem um sujeito que mora sozinho e está sempre com a cozinha suja, que eu, em 5 entre 9 casos, provarei que o sujeito é fora de série'
- Charles Bukowski, em 27.6.67, depois da 19ª garrafa de cerveja.
"'me mostrem um sujeito que mora sozinho e está sempre com a cozinha limpa, que eu, em 8 entre 9 casos, provarei que o sujeito tem abomináveis qualidades espirituais'
- Charles Bukowski, em 27.6.67, depois da 20ª garrafa de cerveja.
muitas vezes os aspecto da cozinha reflete o estado do espírito. os sujeitos confusos, inseguros e maleáveis são pensadores. a cozinha da casa dele se assemelha às idéias que tem: cheias de lixo, metal encardido, impurezas, mas eles sabem disso e até acham graça. as vezes, com violenta erupção de fogo, desafiam as divindades eternas e surgem com o fulgor intenso que volta e meia chamamos de criação; noutras, meio que se embriagam e resolvem limpar a cozinha. mas tudo volta logo a cair na desordem e ficam no escuro de novo, precisando de BABO, comprimidos, orações, sexo, sorte e salvação. mas quem mantém a cozinha sempre limpa é anormal. cuidado com ele. o estado de sua cozinha equivale às ideias que tem: tudo em ordem, arrumado; permitiu que a vida o condicionasse rapidamente a um firme e resistente complexo de raciocínio defensivo e tranquilizador. é só prestar atenção no que diz durante dez minutos pra se ter certeza de tudo o que dirá pelo resto da vida será intrisecamente inexpressivo e sempre sem graça. é um monolito. existem mais criaturas desse tipo do que de qualquer outro. portanto, quem estiver a fim de encontrar um homem vivo, precisa, antes de mais nada, dar uma olhada na cozinha do cara - economiza tempo e dinheiro(...)"

Charles Bukowski - Sensível Demais

Domingo, Fevereiro 13, 2005

Ele é desses de quem os sonhos correm.

Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

Ele vinha andando pela rua, meio distraído. Na esquina, parou pra acender um cigarro. O vento fazia dançar a chama do isqueiro, então ele se virou, colocou as mão em concha e a viu. Ao mesmo tempo em que ela o viu. Trocaram olhares, ele soltou uma baforada e ela sorriu, o sorriso mais cândido que saiu dos lábios de alguém pra ele (Algumas pessoas sorriem com os olhos, outras com as mãos, outras com o corpo todo. Enfim...). Ele sorriu de volta e ela, meio encabulada, fez aquele típico gesto de "É comigo?". Ele, sem acreditar, respondeu num gesto que achou que deveria dizer "É claro", mas logo se arrependeu por achar que poderia parecer desesperado demais. Mal podia acreditar. Logo ele, um homem cinzeiro, sem graça, sem predicados, que ninguém nunca havia reparado de fato que existia no planeta. E ela. ELA. Algo que era presente no mundo, que se podia sentir, mesmo a distância, que EXISTIA. Trocaram sorrisos mais uma vez e ela deu o primeiro passo em direção a calçada oposta, onde ele dava mais um trago no cigarro. Ele repetiu seu gesto. Vindo de algum canto do destino, um ônibus não gostou daquele encontro e a atingiu, primeiro em sua testa, depois em todo o resto, espalhando seus miolos, membros, rins e tudo mais pelo meio da rua. Uma parte do aparelho digestivo veio aterrisar nos sapatos, lustrados, dele. Ele olhou com um misto de pena e resignação, bateu o sapato no chão, deu o último trago no cigarro, e virou, contrário a multidão que se aglomerava, em direção ao escritório.

Sábado, Fevereiro 05, 2005

Existe uma Teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o universo e porque ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituido por algo ainda mais estranho e inexplicável

¨¨¨¨¨¨

Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu

Adams, Douglas - O Restaurante do Fim do Universo, Ed. Sextante, 1ª edição, pg 07

Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

Em coma.
Solitário

"Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
Velho caixão a carregar destroços —

Levando apenas na tumbas carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!"

Augusto dos Anjos

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005

Four Hands

He - Next time, just stand looking at me... This just be enough to wake me up...
She - next time i´ll kiss you and make you dream with me...
He - Don't do that.. i'll never wanna wake up...
She - I don´t wanna you to wake up. i just wanna be with you in your bed...
He - so lay down on my side, quietly, and listen to my dreams calling for you...
She - so be by my side, listen my eyes, see my lips, touch my soul, so let me be with you
He - I will listen your eyes with my eyes, see your lips with my lips, touch your soul with my soul, then i will dance with you hands for all eternity and never will sleep again for my dreams became real
She - with you baby, my dreams come
He - YOU are my dream... You are myforbidden reality, the lost part of my soul And my soul will always be lesssoul for the part that it lost lies in a place that i can't go.

Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

Controle é uma ilusão criada pra suportar a inevitabilidade do caos.

Terça-feira, Janeiro 25, 2005

Nos últimos instantes de sua vida, ele não estava com medo. Estava enojado. Morrer daquela forma só mostrada a realidade da condição animal dos que se pretendem o topo da evolução universal. A condição de nada, de coisa alguma, a proximidade dos homens com qualquer animal imundo a vida toda, mas que na hora da cópula executava uma dança tola qualquer fingindo ser menos podre. A vida se resumia em foder, cagar e dominar. Ali, às portas do abismo, as máscaras eram inúteis. Ali o grotesco do simulacro humano adquire a mais clara expressão do patético. As grandes aspirações da espécie não passam de uma tentativa de fugir do seu próprio ridículo. Nunca tinha pensado muito em deus. Sentindo as últimas convulsões da sua agonia desejava do fundo do pensamento que aquela história de vida ulterior fosse mais uma das crenças criadas para que a humanidade pudesse suportar melhor o peso da sua condição. Rezou, a primeira reza da sua vida, pra que deus não existisse. Riu da ironia, do seu último momento de humanidade, e no meio do sorriso veio o último espasmo. Seu pescoço se contraiu, obrigando-o a olhar pra cima, e o vômito veio, espalhando em seu rosto. Curvou-se de dor sobre seu abdômen, seus esfíncteres relaxaram, expulsando seus últimos resquícios de vida e caiu morto, mergulhando em sua própria merda.

Sexta-feira, Janeiro 21, 2005

"Quando o céu plúmbeo e baixo pesa como tampa
Sobre o espírito exposto aos tédios e aos açoites,
E, ungindo toda a curva do horizonte, estampa
Uma dia mais escuro e triste do que as noites;

Quando a terra se torna em calabouço horrendo,
Onde a Esperança, qual morcego espavorido,
As asas tímidas nos muros vai batendo
E a cabeça roçando o teto apodrecido;

Quando a chuva, a escorrer as tranças fugidias,
Imita as grades de uma lúgubre cadeia,
E a muda multidão das aranhas sombrias
Estende em nosso cérebro uma espessa teia,

Os sinos dobram, de repente, furibundos
E lançam contra o céu um uivo horripilante,
Como os espíritos sem pátria e vagabundos
Que se põem a gemer com voz recalcitrante.

- Sem música ou tambor, desfila lentamente
Em minha alma uma esguia e fúnebre carreta;
Chora a Esperança, e a Angústia, atroz e prepotente,
Enterra-me no crânio uma bandeira preta. "

Charles Baudelaire in "Flores do Mal"

Quarta-feira, Janeiro 19, 2005

Lua crescente, Lua de perfil. Agora te tenho pela metade.

Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

Pois é. O sambista mais rocker que esse paí já viu morreu hoje. Ave Bezerra!! Tem muita gente boa te esperando por lá. Vai lá velho e valeu.

"Tem Coca aí na geladeira

Aí meu irmão cagueta é a imagem do cão
Só porque o samba era no morro ele caguetou os irmãos
Fui num samba lá no morro
Nunca vi tanta limpeza
Era proibido cafungar, fumar bagulho e beber cerveja
O responsável assim dizia: Na minha festa não tem bebedeiraPorque aqui no meu barraco
só tem Coca aí na geladeira
Tem coca aí na geladeira 3X
A polícia foi informada que o dono da festa era vapor
Que o bagulho estava entocado dentro do congelador
Aí o delegado partiu pra lá pra dar um flagoroso perfeito
Dizendo Isto não está direito, vou acabar com a bandalheira
Mas qdo abriu a geladeira o doutor gritou muito injuriado:
Esse caguete caguetou errado pq aqui não tem sujeira.
Parece até festa de bíblia porque só tem Coca aí na geladeira.
Tem coca aí na geladeira 3X."

Mais músicas singelas do bezerra aqui: http://bezerra-da-silva.lyrics-songs.com/

Sexta-feira, Janeiro 14, 2005

"Adeus, Rudolf. (...) Você está descendo um plano inclinado, como uma bola de neve. Então, quando se deixar acelerar por você mesmo, descobrirá que a única coisa que importa, afinal, é a vertigem da queda"

Roberto Freire - Coiote

Quinta-feira, Janeiro 13, 2005

Aparentemente estou virando uma espécie de CVV* ambulante: "Sua prima tentou se matar. Você deveria sair com ela e conversar. Seu pai também acha, ele que deu a ideia." "Eu?!?!?! Mas só a vejo 3 vezes por ano e olhe lá!!!". Putz... Isso me lembra uma certa noite, numa certa encruzilhada, num certo bar quando um certo mendigo bebado que distribuia jornais da Seicho-no-iê (vcs leram certo: Mendigo bêbado e Seicho-no-iê), me disse um bando de coisa. E pra confimar minha tese que atraio os loucos: "Mas porque ela quis se matar?" "Porque ela quer terminar o namoro, tá apaixonada por outro, mas ele não quer" "Hã?!?!?! Não era ele que deveria tá se matando e tirando esse pepino (ui!) das minhas costas" "Era... Mas vai saber..." Quando acabar o maluco sou eu.

* - Centro de Valorização da Vida. Lugar onde os doidos e suícidas ligam pra pedirem pra que eles desistam.

Quarta-feira, Janeiro 12, 2005

Sempre o Augusto dos Anjos

"Saudade

Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença, em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.

À noute quando em funda soledade
Minh’alma se recolhe tristemente,
P’ra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.

E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,

Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida."

Ontem eu estava com você. Hoje estou com Saudade.
Pois é, kids. Indo mesmo. Vendo visto, preço das coisas, licença do banco. Indo mesmo. Quando tudo estiver acertado, mando mais detalhes. Do lugar e tal. Apesar de alguns já saberem. Esse blog só não morreu pq vai virar um diário de viagem. Grande viagem.

Sexta-feira, Dezembro 31, 2004

Bom, agora são 85% de chance. Em março, deverei estar em outro país. Tudo quase acertado. Felizes, hein? Yz?

Quinta-feira, Dezembro 30, 2004

Ah!! Aqui está ele! Augusto. Sempre sabe o que (me) dizer. Leiam isso e gritem: Gênio, por onde andastes? Claro e direto. Quem tiver ouvidos pra ouvir, ouça.

"A Louca

Quando ela passa: - a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário de mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. - Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso -
O segredo d’um peito torturado -

E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta."

Augusto dos Anjos (Sempre é bom creditar, não vão os outros achar que quero roubar a autoria do poema)


Terça-feira, Dezembro 28, 2004

"Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo. Sabendo, no fundo do peito, que não era nada daquilo"

Raul Seixas - Por Quem os Sinos Dobram.

O que será que aconteceu com Augusto dos Anjos?

Segunda-feira, Dezembro 27, 2004

Texto ruim. Mal escrito. Apagado.

Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

O Jovem e o Sábio
Um jovem galgava os últimos metros de uma serra íngreme. Era um lugar ermo, esquecido por deus e pelos Homens, a não ser um, onde até os animais relutavam ir por não ter muito que fazer por lá. O coração do jovem batia acelerado, não só do esforço de subir a serra, mas pela sensação de estar chegando ao fim da sua busca. Pois ali naquela serra, dizia-se, morava um velho sábio. Um sábio, de idade indizível, que depois de adquirir todo o conhecimento do mundo, descobriu a inutilidade daquilo, do mundo e do conhecimento, e foi em busca de conhecer a si próprio. Este velho sábio, dizia a lenda, sabia a resposta pra todos os questionamentos do mundo e, por isso, declarou-se inútil a ele. Alguns diziam que ele não existia, não passava de lenda ou de um engodo, porque qualquer um que soubesse a resposta de tudo ia naturalmente buscar o poder, e que se ele sabia tanto e foi-se era porque, na realidade, era muito burro. Outros que ele havia existido sim, mas a essa altura já deveria ter morrido, o que prova que ele não sabia TODA as respostas. Mas o nosso jovem não se deixou abater. Desde que havia ouvido a história, algo se remexeu dentro dele. Uma certeza que aquela história era real e que o velho estava vivo ainda e que, de alguma maneira, estava ligado ao seu destino. E partiu. Deixou tudo pra trás. Não sabemos exatamente o que era esse tudo, mas diz-se que eram as coisas essenciais. Trabalho, carreira, dinheiro, uma mulher plástica, pra combinar com seu cartão de crédito e sua própria plasticidade e outras coisas que os humanos se acostumaram a passar a vida em busca. E depois de anos procurando, buscando informações aqui e ali, seguindo o rastro quase apagado e esquecido, ali está ele. Na porta da gruta onde habita o ser mais sábio do planeta. O ser que sabe a resposta de todas as coisas. Aquele que poderia lhe dar o mundo. Solenemente, com a respiração suspensa, ele entra na escuridão que sai da boca da gruta. Pé ante pé ele entra no seu destino e vê, ao fundo, uma luzinha fraca, que luta bravamente pra vencer as trevas ao seu redor. Ao lado do lume, ele vê o que a principio parece um pacote embrulhado no chão com um trapo velho. Mas ele percebe que, na extremidade superior do pacote brilham dois olhos. O impacto daqueles olhos é tal que ele para estatelado para, em seguida, lançar-se ao solo de joelhos:
- Mestre!
O velho levanta, apesar de isso não ter alterado muito seu tamanho, e caminha em direção ao jovem. Põe a mão no seu ombro e, suavemente, o faz levantar e o conduz até umas pedras. Sentam-se os dois, um de frente pro outro.
- Caminhei muito para encontrá-lo, mestre. Vim fazer-lhe uma pergunta. Sei que o senhor sabe todas as respostas.
O mestre, cujas cordas vocais não eram usadas há anos, responde com dificuldade:
- Eu sei meu filho. É pra isso que todos vem. Pode perguntar. De fato, eu sei todas as respostas.
- Mestre, eu quero nunca envelhecer. Não quero nunca ficar velho. Não quero sentir minha pele enrugando e ficando flácida, não quero ver meus dentes e cabelos caindo, não quero perder minha virilidade e força, meus ossos fracos, as pessoas me relegando a um canto qualquer. Eu não quero ver meu ocaso, eu NÃO POSSO FICAR VELHO, MESTRE!! Você pode me ajudar?
- Claro, meu filho, é claro que posso. Claro que posso fazer você não envelhecer. Mas você tem certeza disso? Você está pronto pra isso, meu jovem? Está pronto para as consequências?
- Estou mestre! - diz o jovem sentindo uma alegria que quase o leva a loucura - Mas pronto do que nunca! Mais pronto do que NUNCA!! - E levanta-se erguendo os braços pra cima.
O Mestre não titubeia. Com uma agilidade insuspeita, saca de debaixo da manta uma escopeta, cano serrado, polida e bem azeitada e descarrega no peito do jovem, deixando lá um abismo devastador. Ele voa pra trás, gruda na parede rochosa da gruta e vai escorregando bem devagar em direção ao chão, ainda com uma expressão de alegria infinita no rosto. O mestre se aproxima, fecha carinhosamente seus olhos, lhe dá um beijo na testa e diz:
- Pronto, meu filho. Seu desejo está satisfeito.
Por onde andará Yz? Espero que não tenha se assustado ao descobrir que eu sou um alien e tenha fugido. Bom, a maioria dos humanos faz isso mesmo...
Ei!! Uma semana!! Parabéns pra nós! ERs!! Gostei muito de te encontrar por essa ida. Ida pra onde eu não sei... Beijo!

Domingo, Dezembro 12, 2004

Obrigado. Foi bom sair com você depois de tanto tempo. Foi bom te ver e conversar depois de tanto tempo. Foi bom saber quem você é depois de tanto tempo. Você é grande. Desculpa tudo. Mesmo. Zeba unrules. Sei quem e o que sou. Dia 31... Sorry... Vou sentir sua falta também. TOP3. Beijo.

Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Iniciando a Semana Augusto dos Anjos o clássico "Versos Íntimos", que todos devemos conhecer da escola. É um soneto, como de resto quase toda a obra de Augusto, e precisa que seja lido de uma maneira diferente. As frases não acabam em uma linha. Muitas vezes continuam na linha anterior pra respeitar a métrica. Aí vai.

"VERSOS ÍNTIMOS
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"


É isso. Genial e simples. Se necessidade de comentários.
"A lógica e a praticidade de Gêmeos tende a ser um ponto positivo neste relacionamento, que certamente terá muitos altos e baixos, e alternará entre uma entrega profunda dos dois e o desespero que o pisciano irá causar no geminiano, por, às vezes, se perder entre mil porquês e senãos e acabar, ao final, deixando as coisas como estão. Mas o pisciano irá emprestar o geminiano um pouco de sua intuição e fará de tudo para agradar o seu parceiro da melhor forma possível(??????????).
Os dois sempre estarão muito ligados, e a relação se manterá baseada na paixão que surge nos momentos de calmaria do pisciano(hauhauhauahauhah!!!! Eu disse!!!!). Por outro lado, pode ser que o relacionamento seja muito dúbio, alternando entre fases em que os dois irão se querer muito e fases em que haverá um certo afastamento(Sério? Não diga!!). O geminiano poderá se irritar muitas vezes com o caráter sonhador do pisciano e poderá acabar se aproveitando um pouco do parceiro, por este lhe ser demasiado benevolente."

Quinta-feira, Dezembro 02, 2004

ah!! Quase me esqueço!! Só tem 8 pessoas desbloqueadas no meu MSN. Então, se vocês nunca mais me virem por cá, não achem estranho. É meu plano. Eu já falei sobre ele. A tendencia é zerar esse número. Fodam-se. Quem vai sentir falta? O próximo passto tá vindo.
Perdi minha virgindade.Não fui no Frankfurt. Fui na Fashion hoje. Era pra ouvi Luís Caldas. Bom. Muito bom ele. Mas não era pra ter ido lá. Lugarzinho deprimente. Samba eu você e sua mãe meu pau. Descobri que eu era um dos 2% da população da fashion que não malhava e não era "gatinho". É o que vcs querem, não é? É. Não sou malhadinho. Então, fodam-se. tome muito no cu (nossa, só eduardo e o(a) tal do Yz que lêem. se é que o (a) tal o Yz lê ainda) . Por mais que vc "fique" com pessoas, você sabe a cada dia o que disseram durante um ano. Que você é nada. Eu sinto hoje uma coisa que eu não sinto há anos: Ódio. Tá aí uma coisa que não sentia e não queria sentir tem tempo. E a cada dia que passa eu odeio. Tem gente que tem uma capacidade frenética de levar você do amor ao ódio em segundos. Parabéns. Você é uma delas. Depois de muito tempo sem sentir isso, você conseguiu. Nem precisou de ajuda (ou precisou e nem se tocou, mas um dia você se toca). E é uma merda dum ciclo. Eu odeio e odeio mais porque você me faz odiar. E quem me conhece, como acho qeu vocêr, sabe que o ódio é uma coisa complicada de surigir em mim. Mas mais uma vez meus parabéns. Pode sentir orgulho. Era o que você queria desde o início, não é? Se conversas moles, por favor. Não sou burro. Posso demorar pra enxergar, mas um dia eau chego lá. Você conseguiu o que muita gente não uis conseguir. E Débora, você tá muito errada sobre mim... eu tô certo... (ATENÇÃO: Débora NÃO é o "alguém do post).. Mas enfim, o merda me olha no espelho todo dia. E vamos ao domingão cartaxão. Você vai ganhar o "ironman". Você merece e quer, não é? Parabéns. que prgulho. num aniversário de alguém que você ne gosta. Quem é você agora? Quem? Nem você sabe.. Porque você agora não é você de verdae, mas é a você que ocê cirou pra "se dar bem". Mas eu predigo, e isso não é uma praga, que ainda há uito sofrimento. Porque você buscou isso. Parabéns. Você chegou ao seu objetivo.

Quarta-feira, Dezembro 01, 2004

Hoje eu estarei no Frankfurt. Portanto, cuidado. Mas não andarei caindo de bêbado nem dançando arrocha. Não tenho mais idade pra isso. Não! Não é isso!! É que eu sou um alien.

Domingo, Novembro 28, 2004

É, Yz... Vc tá certo(a)... Um alien... Um ser e fora. De outro lugar. Hoje eu vi no Iguamtemi uma criança de uns 8 anos vestindo uma camisa com os dizeres "Am I Sexy?". Uns 8 anos.. eu não quero fazer parte desse mundo... E acho que não faço mais. Realmente, um alien. Um E.T. Alguém que não faz e não quer fazer parte da ordem estabelecida, padronizada. Alguém quer quer mais da vida, que não quer viver a vida com mediocridade. alguém que pensa que a vida é muito mais do que "ter uma boa carreira". Claro que é importante. Também acho. Mas viver a vida só em função disso pra mim é muito pouco. Pra mim, é querer muito pouco da vida, é se contentar com pouco. Fazer complôs pra demitir alguém, se aproximar de quem vc nunca foi próximo pq vai te dar uma chance.. Não... Não sou eu. Eu quero mais da vida. Isso é muito pouco. Quero ter uma vida profissional, mas quero ter muito mais do que isso. sou um E.T. Um homem com sentimentos e um coração. Um homem que quer bem, que ama sem medo, que se entrega sem traumas, que entende quem está do seu lado. Que quer ser companheiro. Quer estar junto, quer ser amigo tb, quer ser completo. Em resumo, um alien... Alguém que não se encaixa no pré-estabelecido, alguém que ninguém, e muito menos vc, tem as estruturas mentais prontas pra entender. Não que seja burro(a). É só que fomos preparados pra enfrentar o padrão, e não uma alma de poeta. E isso assuta. Por ser um alien, uma criatura de fora daqui, eu assusto. eu crio resistencia nas pessoas, e as mais fracas, mais medrosas, mais traumatizadas, mais mimadas se afastam, somem, fogem, me expulsam. Por medo. Por pavor de se comprometer e se envolver demais e serem tomadas como fracas. Pq o nível de envolvimento não é o nível para o qual vcs foram preparados. Pq nada é superficial comigo. Por não saberem o que fazer, por sentirem que não tem controle sobre as coisas (controle é a ilusão da segurança), pq eu sou grande demais. Pq eu sou "permissivo" quando a palavra deveria ser compreensivo. E até isso vira um defeito. Até o fato de compreender e aceitar vira uma "permissividade" exagerada que atrapalha. Pq se eu fosse menos "tolerante" a reclamação ia ser justamente essa. Engraçado. São as coisas da vida... Nâo vou conseguir aprender a ser escroto, superficial e essas coisa que vcs estão acostumados a lidar pra tornar meu convívio mais fácil pra vcs. Não tenho mais idade e sou o que sou. Não dá. Desculpem. Vou ser um alien a vida toda. Vou ter sentimenos, amar, chorar, sofrer, sorrir, ficar alegre. Mesmo sendo recriminado e criticado por todos que me rodeiam. É duro sabe, Yz? Até pouco tempo, fui usado como muleta por alguém Tava tudo ruim e eu era a muleta, algo que vc não quer usar, mas vc precisa pq vait e ajudar num momento difícil. E qd tudo fica bem, e vc consegue o que quer, vc pega a muleta e devolve, joga fora, larga num canto qualquer. durante mais de um ano eu fui isso. Isso dói. eu sei que eu não mereço ser resumido a isso, porque eu não sou um resumo de nada. Mas era mais fácil assim, pq o envolvimento era menor e o sofrimento depois que vc devolve a muleta é nenhum. Afinal tá tudo indo bem na sua vida, então pra que vc precisa disso, não é mesmo? Dói... É duro... Mas vc tem que encarar os fatos como eles ocorreram e saber o que vc foi. Isso eu vou levar pro resto da vida. O fato de ter sido nada. Mas enfim. Eu sou um alien. Mas creio que você já sabia disso Yz, ou não teria citado em seu comment. Creio que você sabia disso muito bem. Que eu sou de fora. E creio que vc sabe muito bem o que os humanos fazem com os aliens. Ou colocam numa mesa num hospital militar qualquer, ou fogem de medo, ou pegam ancinhos e tochas para mata-los. Nunca se aceita no convívio. Bom, eu vou facilitar pra vocês. Tem algum tempo que penso nisso, como creio que vc saiba também. E parece que a hora é agora. Vou embora. Vou indo. Aos poucos, vou cortando o meu canal de comunicação. Creio que até findar o ano eu consigo. MSN, Fotolog, Orkut. Tudo vai ser destruído. Por fim será isso aqui. Zeba Eremita's Project. Vou trocar o celular (isso está sendo providenciado) e ninguém vai ter o número. Eu vou facilitar pra vocês. Saudade, sei que ninguém vai sentir. Acabaei de passar por uma experiência que mostrou a absoluta falta de saudade que eu "desperto" nas pessoas. Que mostrou o quão descartável e esquecível eu sou, como eu creio, mais uma vez, que você saiba. Enfim. Enfim, estou me indo, pro meu planeta, pra minha Macondo, pra minha Krakhozia. Deixo-te aqui, junto com os outros, mas sabendo que foram vcs quem me deixaram primeiro. Vou com meu coração e meu sentimento habitar algum lugar solitário e distante dentro de mim mesmo, onde vcs não podem me alcançar pq tem medo de mergulhar fundo. Onde eu não possa mais fazer mal a ningém, só a mim.Vou-me e sei que não deixo saudades em nenhum lugar... Adeus, Yz. Vou te deixar em paz, como a todos os outros. E vou sabendo que, inclusive pra você, não deixo nenhuma saudade. em nehum lugar. Muito menos na Lua, não é?

Quarta-feira, Novembro 17, 2004

Parece que a sorte tá virando. O vento sopra a meu favor. Eu sou invencível. E serei o meu espelho.

Terça-feira, Novembro 16, 2004

Eu serei seu espelho - Veludo subterrâneo

"Eu serei seu espelho
Refletindo o que você é, no caso de você não saber
Eu serei o vento, a chuva e o por do sol
A luz na sua porta pra te mostrar que você está em casa

Quando você achar que a noite viu sua mente
Que por dentro você é deformada e cruel
Me deixa ficar pra mostrar que você está cega
Por favor põe suas mãos pra baixo
Porque eu vejo você

Eu acho difícil de acreditar que você não sabe
O quão bela você é
Mas se você não sabe, deixe eu ser seus olhos
Uma mão na sua escuridão, então você não ficará com medo

Quando você achar que a noite viu sua mente
Que por dentro você é deformada e cruel
Me deixa ficar pra mostrar que você está cega
Por favor põe suas mãos pra baixo
Porque eu vejo você"

Segunda-feira, Novembro 15, 2004

Pela primeira vez em seis dias vou dormir quando ainda está escuro. Depois das festas loucas que fui, é um bom descanso.

Sexta-feira, Novembro 12, 2004

"Um dia desses/ num desses encontros casuais/Talvez a gente se encontre/Talvez a gente encontre uma explicação/Um dia desses num /desses encontros casuais/Talvez eu diga /minha amiga/ pra ser sincero/Prazer em vê-la/ até mais"
Engenheiros do Avaí - Pra Ser Sincero. The song of my life in these days. Esse final é simplesmente perfeito nos dias que correm.
Phoenix. Sem viadagem. Mas é bom me sentir renascendo de novo. Ressurgindo. É bom sentir uma forma de vida, ainda que rústica por enquanto, tomando o lugar do nada que habitava minha carne. É bom sentir novamente um valor, ao invés do frio do vazio. É bom sair da cidade, respirar outros e antigos ares. Eu estou indo. Levantando novamente. Olhando pra frente e sendo olhado de frente. Seu tempo está acabando. This is your last chance. You better take it. Or you're gonna regret.

Quarta-feira, Novembro 10, 2004

Hoje eu finalmente descobri onde é. O ponto exato. Lá. Da "minha" janela eu olhava, perdido no mar de casas, tentando achar O lugar que meus olhos a meses procurava. E lá estava ele. Desta vez, nem precisei procurar muito. O ponto pra onde queria voar. Um pequeno vão, entre duas árvores, que, na verdade, estavam bem antes no espaço. Eram só um moldura. Como uma outra janela me mostrando o pedaço de rua entre tantas casas. Uma rua apenas, velha conhecida. Por onde passei e fiquei tantas vezes. Se esta rua, se esta rua fosse minha. O ponto em si, não mostrava nada. Uns carros passando e o passado ficando. O vão da obra parada, que foi visto um dia de outra janela. A rua insinuava. Insinuava o ponto mais a esquerda, atrás de uma das árvores. Era ali. Eu mandava, eu mandava ladrilhar. Aquele lugar, escondido pra mim, insinuado por mim, mostrava o quanto eu estava perdido não em mim. Tentava correr a vista por outros cantos, o céu, as nuvens, mas tudo se tranformava no vão daquela rua. Lembrava que aquele mesmo céu e aquelas nuvens também eram vistos de lá. Talvez, não houvesse ninguém lá para ver na mesma hora. Mas um dia houve alguém. Um dia houve eu. E um dia houve nós. E haverá. Haverá alguém, que sempre há lá, haverá um "não eu", e haverá outro "nós". Talvez esse "não eu" e esse outro "nós" nem se toque para as nuvens, para o céu, nem para o vão da rua. Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante. Talvez "esse não" eu nem se toque pra essência da Lua, surgindo pelo vão embaixo da porta dos Olhos da Lua, mas mais clara e brilhante que eu próprio. Talvez apenas veja a beleza e uma quimera da essência dessa mesma Lua, não por maldade, mas porque seus olhos não sejam olhos de Ver. Talvez esse "não eu" não veja a Lua quando ela está nova, como eu vejo. "Quer uma luneta?", alguém pergunta. "Não, não precisa. Meus olhos são de Ver". Desço as palpebras e meus olhos de Ver Vêem. Vejo as nuvens, vejo o céu, vejo o vão da rua, Vejo a Lua. Alguém toca no meu ombro:
- A aula começou.
Para o meu, para o meu amor morrer.
O jazz não é o prelúdio do suicídio?

Segunda-feira, Novembro 08, 2004



Porque eu continuo fazendo essas coisas? Ah é! Pra não enlouquecer.

Domingo, Novembro 07, 2004

Eu ando esquecendo de comer. 5 quilos a menos.
Um domingo típico depois de ir dormir às 8:30 da manhã... Cama, livro, sono, cigarro. Festa em Quadrinho meu pau (a muito que perdeu-se a ideia original e virou sinônimo de putaria). Eu quero é Rock.

Sexta-feira, Novembro 05, 2004

Why, oh wht didn't I take the blue pill? Ignorance is Bless...

Domingo, Outubro 31, 2004

Eu deixo de ser do mundo, Fernanda. Deixo de pertencer à ordem pré-estabelecida, aos padrões adquiridos sem se perceber, ao bom funcionamento do inconsciente coletivo moldado para dar a ilusão de segurança à sociedade e a seus membros, moldado pra evitar imprevisibilidades num sistema com medo do risco.
Eu me transformo no não padrão que assusta, num certo sentido, as pessoas e as repele por não querer lidar com uma situação desconhecida, não prevista na organização da sua personalidade em sintonia com a sociedade, com os padrões, sejam eles bons ou ruins, que a sociedade transmite para seus membros.
E esses padrões precisam ser perpetuados para o "bom andamento social" e a aceitação das pessoas pelo meio em que vivem. E quando dão de cara com o desconhecido, com o não previsto, morrem de medo do que pode acontecer, pq é algo que eles não foram preparados para conhecer. Nem pra enfrentar.
E se tenta a todo custo se afastar disso, mesmo inconscientemente. Inventa desculpas para si mesmo, projetando seus próprios defeitos nesse objeto não identificado. Os defeitos que são aceitos pelos padrões sociais, os defeitos necessários para se enquadrar. Você projeta os seus próprios o acusando de tê-los, mesmo quando se dá prova do contrário.
Não que eu não os tenha, claro que tenho. Mas os projetados em mim, são o reflexo dos defeitos dos outros. E projetam em mim para eu me tornar mais "conhecido" uma matéria para a qual a mente está mais preparada. Mas, lá no fundo, sabe que não sou assim.E mesmo assim, o cérebro dos membros desse padrão social me rejeita. Afastam-se. Acusando-me de algo que foi criado por eles mesmo.
E eu me torno objeto de repulsa por situações criadas pelos que tem dificuldade em me "aceitar" por coisas criadas por essas mesmas pessoas... Criam a demanda pra depois ter uma desculpa, um respaldo, mesmo que frágil, pra poderem me rejeitar conscientemente... Entende? Por não conseguirem me "absorver" criam uma situação, fazem de tudo para que essa situação se torne verdade, pelo menos nas suas, fazem de tudo pra acreditar piamente nessa situação criada por elas próprias pra depois poderem rejeitar com "a consciência limpa", com "fatos concretos", criados diretamente pra se ter uma desculpa pra expulsar o que não se compreende...
Mas um texto nascido num vômito via msn. Mas que eu considero verdade. A mais absoluta. Quem tiver ouvido pra ouvir, ouça. E entenda.

Faça você também Que gênio-louco é você? Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
É... Esses testes as vezes funcionam... Puta merda. Tudo a ver com o que tenho escrito e com o provável próximo post, surgido num "monólogo" via msn. Esse sou eu. Van Gogh. Alguém ai tem uma faca pra cortar minha orelha?

Sexta-feira, Outubro 29, 2004

Aliás, tem alguém aí, ou mais uma vez eu tô sozinho?
Alguém pode me explicar porque um sujieot oube umas 17 vezes uma música cantada por uma mulher(?) que ele não gosta, escrita por dois cara que ele não curte muito?

Terça-feira, Outubro 26, 2004

Alguma coisa estava errada. A princípio ele não sabia o que era. Parecia que as cores estavam menos cores, as coisas menos coisas. Achou que tinha sido efeito de uma noite mal dormida, com algumas latas de cerveja e a luta habitual para acordar para ir ao trabalho. No almoço, a coisa piorou. Não é que a comida não tivesse gosto. Mas parecia que o gosto se desfazia a cada garfada que dava e que a própria comida se digeria antes de chegar ao esôfago. Levantou mais faminto do que antes e pagou a conta a uma mulher opaca e meio apagada que estava no caixa. A primeira coisa que notou que havia sumido foi o botão do elevador. Ele trabalha num prédio com 11 andares, mas o último não estava lá. Alguém pediu por ele no elevador e a ascensorista apertou o vazio, como se não tivesse se dado conta. Subiu junto com o elevador até lá, viu o display interno acusar o 11º. A porta abriu. Tudo estava lá. O andar, as pessoas, os telefones tocando. Menos o botão.
Acorda no outro dia banhado em suor, um calor insuportável. Abre os olhos e nota que o ventilador sumiu. A lâmpada, a estrutura, a fiação, tudo está lá, menos as pás. O susto o faz pular da cama e a cabeça gira com um corpo num ambiente sem gravidade que precisa da rotação pra manter o equilíbrio. Não existe fissura, nem ranhura. Apenas não está. No desespero, toma uma ducha fria, enfia a roupa e vai pro trabalho. Prédios, postes, um posto, uma passarela. E até um viaduto parecem que estão sumindo. Algumas partes já não existem. As pessoas parecem que não notam. Os carros passam por cima do vazio do viaduto sem cair, pessoas atravessam o nada das passarelas. O elevador do prédio só marca agora até o sétimo. Mais uma vez a ascensorista aperta o vazio e ele sobe. Nada. O andar sumiu. Pessoas saem do vazio, pessoas entram no vazio e ninguém parece notar nada. Ele dá umas dez voltas no elevador até notar o olhar intrigado da ascensorista e notar seu próprio olhar de desespero no espelho. Ao virar pra falar, gritar, sacudi-la, ela não está mais lá.
Acorda num leito de hospital. Um médico o observa. Perguntas de praxe. Ele tenta responder da maneira mais racional possível. Ele o olha num misto de pena e escárnio, escreve algo em sua prancheta e chama a enfermeira. Um alívio quente toma conta dele até que ele nota que o leito que ele está deitado não existe. Por baixo do lençol, a não existência o sustenta. Foge, e fugindo dá se esbarra em pessoas sem cabeça, sem pés, sem olhos que andam, falam e vêem. Corre pelas ruas sem ruas. As coisas parecem ser vistas através do vapor gerado pelo sol no asfalto. Para acuado num canto, numa viela onde a luz do dia não alcança e nota, pouco a pouco os prédios se desmancharem em vários fragmentos que giram cada vez mais rápido até desaparecer. O mundo se desmancha, se consome e parece não se tocar disso. Assustado, cansado, com fome, encontra um casebre onde ele sabia que não existia. A nitidez contrasta com todo o resto. Deita e dorme.
Acorda. Vazio. Nada. Nem frio nem calor. Nem claro nem escuro. Apenas a casa e o vazio. É como estar imerso numa massa fluída de pensamentos não concluídos. Quando sua mente ameaça entrar em colapso ele a vê. Lá ao longe. Uma sombra. Corre desesperado ao seu encontro. E ela está lá. O rosto conhecido. O Rosto. O Rosto de pele clara com as maçãs proeminentes, enquadrado pelos cabelos negros sempre o fizeram lembrar da lua cheia com a noite ao redor. E aqueles olhos. Bastavam eles para trazer a luz de volta. Estendeu os braços para aninha-la, para a reencontrar. Ela sorriu tristemente, esboçou um adeus e foi-se numa implosão silenciosa e seca. Ele olhou pra trás e viu a pequena casa afundar. O que restava do seu mundo se desfazia. E ele estava só no vazio.

Domingo, Outubro 24, 2004

Quarto dia seguido que vejo o sol nascer. Bala. Noite bones do gugu. Valeu Reurê.

Sexta-feira, Outubro 22, 2004

Um dia a faca andava distraída. Sem quê nem pra quê, conheceu o pescoço. A faca gostou do pescoço e o pescoço gostou da faca. O pobre do pescoço não conhecia pra que servia a faca. A pobre da faca, não sabia que podia cortar o pescoço. Ou sabia. Mas a faca, mesmo gostando, ficou com medo do pescoço. E fugia, e o pescoço ia, e fugia e o pescoço ia. Um dia, cansada de fugir, a faca parou. E o pescoço, cansado de correr, nela deitou. Mergulhou. hoje o pescoço é só um toco e a faca ainda é uma faca, sangrando o sangue do pescoço. Mas na faca, ainda sobrou um pedaço do pescoço. O palhaço do circo sem futuro. Mas ainda estou vivo. Ninguém me acertou um tiro.

Quinta-feira, Outubro 21, 2004

Porque aquele filho da puta que me assaltou não me matou, caralho??!? Por que merda eu não reagi e tomei um tiro nas fuças?!!? Morto sempre é valorizado. Sempre é exaltado. Sempre vale alguma merda. Mesmo que seja no mercado negro de orgãos. Porque caralhos ele não me matou, porra!!!

Terça-feira, Outubro 19, 2004

As vezes acho que sei qual o meu problema... Sabe quando vc acorda durante a noite, olha pro lado e vê sua mulher, namorada, amante, caso, sei lá o que dormindo do seu lado, com o cabelo desgrenhado, mau hálito, sem maquiagem, aquela boca mole semi aberta deixando escorrer um fio de baba, eu penso: Isso é a coisa mais linda do mundo... Sem ironias, sem sarcasmos. É quando eu sou capaz de passar horas velando seu sono, olhando pro seu rosto e achando essa cena a visão mais linda do mundo. Sem lápis no olho, escova no cabelo, roupas bonitas e essas merdas. Ali está você em estado bruto, em matéria primária. Ali está você em você. E é de você que eu gosto. Não é dos acessórios. Não é da sombrancelha feita. Não é do cabelo que foi seco preso pra ficar no lugar. É na plenitude do seu ser, que se encerra na visão do seu sono. É em você por você. E é você por você quem eu quero. ///

Quinta-feira, Outubro 14, 2004

The other side of time... Must be sacrificed. Must be Crucified. Must have pain. The other side of time... Few have reached. None have come back. People see, but don`t understand. The other side of time... When you get there, you will be vanished. Nobody will remember, nobody will miss, nobody will know. The other side of time... When you get there, don`t forget to look back. You must see how times keep running, how people keep living, how souls keep dying. No sing that you have gone. The other side of time...

Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Inaceitável. Uma fresta no sistema. Nem bom, nem ruim, apenas uma situação atípica num sistema acostumado à rotina da previsibilidade. Uma falha na matrix, um desbalanceamento da equação. A quebra do padrão, onde o padrão é a garantia de segurança, onde o protocolo evita ao máximo os sobressaltos do passado. Um não-padrão imprevisto, numa realidade onde a segurança é perseguida e forjada através da previsibilidade da padronização. Ele representa a falha. Expõe a debilidade e a falta de preparo do sistema de lidar com situações que não são prévia e meticulosamente conhecidas. Pacientemente, espera. E só. Apenas espera. Tenta se tornar "aceitável" de todas as maneiras. Mas a sua Nova York está fechada para ele. As suas tentativas são vãs. Como um órgão mal transplantado, ele é “sistematicamente” rejeitado pelo organismo receptor, que tenta expulsar o invasor. Na ficção, os finais são felizes. Aqui os sistemas de padrões são implacáveis, ele voltará para casa, expulso, eliminado, destruído, com sua lata da pasta de amendoim na mão. E a rotina da previsibilidade daria novamente estabilidade ao sistema. E para o bem estar desse funcionamento, a lembrança da falha seria eliminada dos seus registros...
"Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, -- nada menos que a quimera da felicidade, -- ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a congia ao peito, e então ela ria, como um escárnio,e sumia-se como uma ilusão."

Brás Cubas

Quinta-feira, Setembro 16, 2004

A batalha dos moinhos de vento
Dom Quixote e Sancho Pança chegaram a um local onde havia trinta ou quarenta moinhos de vento. Dom Quixote disse a Sancho Pança que havia dezenas de míseros gigantes que ele ia combater. Sancho pediu para Dom Quixote observar melhor, pois não eram gigantes e simplesmente moinhos de vento. Dom Quixote aproximou dos moinhos e com pensamento em sua deusa, Dulcinéia de Toboso, á qual dedicava sua aventura,arremeteu, de lança em riste, contra o primeiro moinho. O vento ficou mais forte e lançou o cavaleiro para longe. Sancho socorreu-o e reafirmou que eram apenas moinhos. Dom Quixote, respondeu que era Frestão, quem tinha transformado os gigantes em moinhos.


Sexta-feira, Setembro 10, 2004

Putz, isso ainda funciona? Vai ser a enésima vez que tento voltar a escrever. Veremos...

Terça-feira, Junho 15, 2004

Ok. Nome certo. Dani, não fui eu qeum tirou vc da administração do blog. Foi o blogger.

Sexta-feira, Abril 23, 2004

Depois de ver Kill Bill ontem, eu acho toda essa discussão ao redor da violência de Paixão de Cristo descadiba, inútil, sem sentido. Até risíviel. Só o Tarantino consegue violência gratuita de qualidade. Paixão de Cristo é um desenho da TVE. Em tempo: Kill Bill é MUITO bom! The Ultimate Tanrantino's movie!

Quarta-feira, Abril 14, 2004

Apagado. Porque eu não quero magoar ninguém. Acreditem ou não. Tb tenho meus defeitos, óbvio. Talvez infantil. Não sei. O máximo que posso fazer é pedir desculpas e dizer que não era a intenção.

Terça-feira, Abril 13, 2004

Não era nada. Era um oco. Uma massa gigantesca de matéria comprimida em um espaço ínfimo, que não havia, não sentia, não vivia. Oco. E aí algo. Talvez uma mosca, um espirro ou porra nenhuma fez esse ponto explodir. Bilhões de graus, expansão, esfriamento. Universo. Do breu da primeira noite surgiu o breu da primeira vida. Ainda breu, ainda uma sombra amorfa do desespero de vida que viria. Desse negrume da não-vida, dessa escuridão que a luz intensa do Início não chegava (existe luz se não existe alguém pra vê-la?) surgiu o Primeiro...

- Zeba, vc daria um grande redator!

- Dois Rodrigos redatores não rola! Aí é demais!!!

- Porra, desculpe.. Nem lembrei...

- Hahahahahaahahahaha!!!!

Segunda-feira, Abril 12, 2004

Full operational
Ok. Li isso aqui e não resisti... Ok. Tá aqui.

Mulheres Complicadas
(minha opinião)



Não é que eu queira criar aqui, uma polêmica (que alias é secular),
essa coisa de mulheres falarem que homens são todos iguais, etc...



O fato é que, não consigo formar uma opinião sobre as mulheres,
sem ser a de que vocês são muito complicadas.



Quero dizer, no que diz respeito ao relacionamento homem - mulher.


Sem hipocrisia... sei que cada uma tem sua identidade e característica,
por isso não irei retribuir a afirmação de que elas são todas iguais.



Porém, atire a primeira pedra àquela que nunca fez alguma
dessas coisas com algum homem:



- Deu um fora no cara, mesmo estando afim dele.

- Lutou por um bom tempo para conquistar o cara e quando consegue, perde o interesse.

- Dispensou um cara, e algum tempo depois mudou de idéia e quis ficar ou aceitou ficar com o cara.

- Terminou o relacionamento por telefone.

- Ficou com o amigo ou com o inimigo do cara (depende do que afeta mais), só para fazer ciúme ou provocar.

- Dispensou um cara por ele ser muito novo, ou por ser muito velho, mesmo o cara sendo (como vocês dizem) um pão. =D

- Preferiu o bonito ao carinhoso, e depois se arrependeu.

- Depois preferiu o carinhoso ao bonito, e ainda assim se arrependeu.

- Nunca voltou com o ex-namorado e terminou novamente.

- Nunca disse para o namorado de manhã ao telefone, que estava na TPM, com dor de cabeça e cólica, e a noite saiu para uma festa, ou qualquer outro lugar. (Atroveram e buscopan, só funcionam se o namorado não estiver por perto).



Eu podia ficar aqui fazendo uma ENORME lista .

Tudo bem, eu conheço tudo isso, sei que algumas mulheres vão negar que e falar que nunca fizeram nada isso, muita gente vai reclamar, etc...



A questão é:

Eu não entendo o porque as mulheres complicam o relacionamento, fazem o que não tem vontade, não fazem o que tem vontade,
não falam se acham que algo esta ruim, ou o que esta errado, ao invés disso falam que estão com duvida, estressadas, etc... e derrepente terminam tudo, sem explicação.



Nos deixam a ver navios.

Que fique claro !!!
Eu não estou fazendo aqui, nenhum protesto simplesmente machista, nem estou defendendo nenhuma bandeira.

Eu até postei um texto que defende as mulheres, e assumo a culpa de algumas coisas.
Mas que vocês podiam deixar as complicações de lado, e nisso vocês é que são todas iguais....



tirado dos Momentos Insanos
Bom, tô ajeitando o tempalte novo. em breve espero ter os coments de volta.

Sábado, Abril 10, 2004

"nada, uma pedacinho de qualquer coisa, um bosta, deletável, esquecível, substituível, descartável, inlembrável, dispensável." Escrevi isso no dia 04 de janeiro às 12:28:38 PM. Achei aqui nos meus drafts. Tava me sentindo assim de novo... Mas talvez não caiba mais... Veremos...

Segunda-feira, Março 29, 2004

Jurei
E chorando percebi
O frio metal da voz
Outra voz não aquela
Aquela eu quero guardar
Essa outra no forno microondas

Logo eu
Homem de juramentos
Jurando por você


E foi assim gota a gota
Lagrimando o chão
Lagrimando a lua na janela
Lagrimando sua foto tremida nas mãos
Lagrimando todo o jardim


Lâmpirônicos


Quinta-feira, Março 25, 2004

É impressionante a capacidade que as pessoas tem de te ignorar depois de tão pouco tempo. De desprezar(putz) tudo que vai dentro de vc. De sua existência não ser significante. De te ignorar solenemente. Foda. Um nada. As vezes acho que sou um nada para as pessoas. Hum... Talvez eu seja... É verdade... Mais que um nada. Um incômodo. É isso. Relaxe. Volto a ser um fantasma insignificante sem Cores (assim mesmo). Ponha-se no seu lugar e volte ao limbo de onde vc veio(eu). Vc não é nada(eu de novo). Pra ninguém. Idiota. E não espere o telefone, mesmo o prometido. Fudido. Nada. Porra nenhuma. Foda-se. Eu, é claro. Um nada. Agora eu sei. Um carro toca na rua, muito alto I Wish you We're here. Tão inédito num carro às 02:10 da manhã qt Let´s Get It On (Marvin Gaye) numa rádio em Salvador... Um nada... Tenho que me por no meu lugar. O fantasma das Cores mas sem elas.

Sábado, Março 20, 2004

Acorda com um vazio ao seu lado. Não deveria ter ninguém ali, mas ele sente uma não-presença. Com a mente meio embotada, tenta se lembrar da noite passada. Breu. Não lembra de ter sonhado. Não lembra do que fez. Percebe que não lembra de nada. Nada da última noite, nem da anterior, nem dos dias. Não que tenha esquecido quem é, sua mãe, seus amigos, seu nome, essas coisas. Aliás, disso ele lembra até demais. Mas é como se a não-presença estivesse se extendendo por todo seu passado. É como se um plano nulo o tivesse seguido por toda vida. Acende um cigarro, ainda na cama, e levanta pra abrir a janela. Não consegue. A claridade o cega, como se nunca tivesse usado os olhos antes. Volta pra cama e fuma observando o ventilador no seu eterno girar, que não chega a lugar algum. Percebe que o som produzido está mais alto do que o normal, quase insuportável. Um zunido surdo que se forma dentro de sua cabeça. Música. Volume no máximo, guitarras distorcidas e o zunido entra no tom. Joga o toco no cinzeiro e olha as horas. Está atrasado. Não se irrita. Resolve não ir trabalhar. Não se alegra. Percebe então que, além do vazio, não sente mais nada. Nem frio, nem calor, nem dor, nem medo, nem alegria, nem esperança. No rádio, alguém canta: "uma emoção pequena, qualquer coisa". Nada. Lembra das pessoas que passaram na sua vida. As que o fizeram mal e as que o fizeram bem. E ainda as que não fizeram nada. Tudo é inútil. Tudo é uma sucessão de fatos que acabam no mesmo lugar. O celular toca, ele vê quem é. Do trabalho. Não atende. Acende outro cigarro. O telefone de novo. Ele já pega com palavrão escorregando pela boca, não por irritação, mas por hábito. Não é do trabalho. É alguém. Alguém que o fez bem. Não lembra da sensação, não lembra como é se sentir bem, mas sabe que foi assim que se sentiu. Mas agora, olhando o nome no visor, não sente nada. Joga o telefone no vaso, junto com o cigarro e dá descarga. A privada entope e regurgita o telefone, o cigarro e o que mais tinha no cano. A água fétida inunda o banheiro e molha seus pés. Só o soube porque viu. Não sentiu o toque da água, não sentiu o cheiro do esgoto. Abaixa e toma um longo gole, tomando cuidado pra sorver o máximo de podridão que voltou junto com a água. Não sente gosto, não sente nojo, não sente náuseas. Volta e deita na cama. Não sente conforto, mas permanece deitado. O rádio toca estática, mas não se importa. Fica o dia ouvindo a mistura de sons do ventilador, da estática e das baforadas. Olha as horas. O dia vai pro seu final. Não comeu nem bebeu nada, mas não tem fome nem sede. Percebe que o nada, o nulo também está no seu cérebro. De repente, ele percebe. Está morto. O coração bate, ele respira, ele vê, ele ouve. Mas está morto. Não há mais nada. Não se assuta. Não se importa, nem pergunta como aconteceu. Não acha ruim nem bom. Apenas morreu. Deitado, olhando pro ventilador, contempla a morte, como contemplou a vida. Como as voltas do ventilador, que nunca chegam a lugar algum. Apaga o cigarro, amassa a carteira vazia, vira e vai dormir.



Republicação de um texto que me tradu hoje também.


Sexta-feira, Março 19, 2004

O fantasma sem cores volta a rondar os becos da cidade. Cada vez mais apagado. Cada vez menos alguma coisa. Cada vez mais nada.

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Sou isso, e não tem como mudar. Não tenho como ser diferente. E fudeu. Sou antiquado, ultrapassado. Um modelo obsoleto de ser humano. Saí de linha. Não tenho pintura metálica, desing arrojado, nem jante aro 15. Não venho com os opcionais estéticos necessários. e o motor, é antigo. Nada de interessante ninguém se interessa por um modelos desses muito tempo. é legalzinho no início, fofinho, bonitinho, um certo charme nostálgico, mas nada que prenda atenção muito tempo qd passa uma ferrari. Talvez pra um coleionador, mas mesmo assim, pra ficar lá parado, sem uso. Só pra olhar e dizer "não fazem mais seres humanos como antigamente" e pegar seu modelo do ano. O modelo antigo é peça de museu e deve ter aquelas placas: " Favor não encostar". Vem uma romaria pra olhar, se for um modelo interessante. Se não, fica num canto empoeriado, ou num depósito. As pessoas olham, algumas pensam, "queria tanto ter um desses. Antigamente é que era bom", mas vai oferecer pra trocar, pelo modelo atual! Não, minha querida, ninguém quer. Não faz uma boa imagem com a galera e demanda muita atenção em manutenção, polimento, tratamento. É preciso ter mais cuidado porque é um modelo antigo, já fragilizado pelas intempéries do tempo. E nesse mundo moderno, ninguém tem tempo pra gastar, prefere um modelo mais prático, daqueles com garantia de 5 anos, que é só levar na concessionária que nego dá jeito. E a maior preocupação é só encher o tanque uma vez por semana, trocar o oléo a cada 6 meses e os pneus a cada 50000 Km. Se Conseguir alcançar essa marca, já que normalmente é fácil de vender sempre surgem modelos novos mais interessantes a cada dia. Mas os antigos não. Demandam tempo, cuidado. São resistentes, mas difíceis de passar adiante. Se tiver em bom estado de conservação, preço é alto, mas a procura é extremamente baixa. É, em muitos casos, um estorvo, que você não sabe o que fazer, tem um certo apego, mas não um interesse de fato. As vezes, você até esquece que tem ele lá no fundo da garagem, e quando se dá conta, tem pontos de ferrugem por todo a lataria,e lá vai você perder o seu precisos tempo consertando essa lata velha que você nem sabe direito porque ainda tá aí. Você lembra que é um modelo raro difícil de achar e seu apego aumenta um pouco, você dá um sorriso pra o que agora é uma relíquia, pensando em quantos tem a sorte de ter um desses na garagem. Não se toca que é só isso. Um modelo pra ter na garagem, que você nem quer mesmo usar, mas tem. Depois de meses tendo que refazer a chaparia, ficar ligando o toda manhã pra abteria não arriar, trocar aquele pneu que ressecou e furou sozinho, perder horas do seu tempo com aquele ferro velho que sóp realmente ia satisfazer sua mãe, quiça sua vó, você entrega essa merda prum ferro velho, ou abandona na rua pensando porque diabos não tinha feito isso antes, pq gastou tanto tempo em algo que nem lhe era tão caro assim, que só era bom memo lá em 1900 e guaraná de rolha, que te enchia o saco com suas necessidades esdrúxulas, te atrapalhando de levar sua vida normalmente e nem lembra porque comprou e se apegou aquela coisa pra começo de conversa. Abandona no meio da rua ou entrega pra quem aparecer primeiro, e vai dormir o sono dos justos, com a sensação de ter se livrado de uma verruga incômoda no nariz.
E, dentro em breve, nem vai se lembrar do modelo obsoleto que te encheu os culhões,(ou os ovários) durante tanto tempo.



Obs: Texto "vomitado" numa conversa no msn, sem ter nascido como texto, mas sem eu ter mudado uma vígula das mensagens instantâneas (fora o complemento de uma frase, na penúltima linha, que comi no msn) , digitadas, óvio, instantaneamente e escritas sem pensar nas estética ou técnica.

Insônia. Um indefinido estado de consciência onde você nunca sabe se os pesadelos são reais.

Sábado, Fevereiro 07, 2004

Quando?!?! Ó Todos Os Deuses, quando?!?! Quando eles vão parar de ouvir a Sambadinha?!?!? Quando, Senhor, aquela sirene do inferno vai me deixar em paz!! Vos suplico!! Faça-os parar!! Ou pelo menos me dê carta branca para mata-los, com requintes de crueldade, em nome de Qualquer Deus!!! Faça-os parar!!

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004

Ter a liberdade de abrir um a lata de cerveja 05 da matina de uma segunda feira. That's life.

Eu sempre soube! Eu avisei a vocês!! Be aware!!!

"A um passo do mundo estranho

"Vamos transformar a Terra em um mundo frio e escuro..."
Assim disse Rei Zeba, fundador do Império Subterrâneo Tube, construído há 5000 anos desde que os primeiros seres subterrâneos começaram a surgir. Não podendo viver em um mundo de luz, Zeba e seus subordinados planejam dominar a superfície e transformar tudo em um mundo de trevas.

Este é o enredo de Hikari Sentai Maskman, série japonesa de 1987. No entanto, não consigo esquecer sua conjuntura em dias como os de hoje.
O céu amanheceu nublado e choveu por praticamente todo o decorrer do dia. Difícil é não associar momentos assim ao mundo de trevas a que Zeba se referia.




Estrela de Orion vá ao dia 13 de janeiro

Segunda-feira, Janeiro 05, 2004

Em outubro de 1973, um jovem de 19 anos saí pra uma reunião com amigo, na pequena cidade de Bunsktville, Wisconsin. Era o auge de uma fase de liberação, a velha história do sexo, drogas e etc. E a pequena comunidade de Bunsktville não queria ficar de fora. os encontros sempre eram regados com muito ácido, muitas putas (pq numa cidade dessas as meninas eram de família) vindas de Billyville, e os três únicos discos do Led que existiam no lugar. Pois bem, nessa noite de 73 o jovem em questão, Jonnhy Benjamin Good, ou simplesente Jonnhy B. Good, estava recebendo um trabalho de sopro de Satine, A Cortesã, enquanto ingeria o segundo comprimido de LSD junto com um gole de cervja canadense, quando seu amigo Leonard Eduard Evanescence Oswald, ou simplesmente L. E. E. Oswald conseguiu se desvencilhar das focas marcianas, o encarou e disse:

- Dude, I gotta tell you a history

Depois de muito pensar, B. Good respondeu:

- Ok, dude...

Owsvald começou a narrar. Falou, sem pausas, a não ser pra repor a dose da lisergia. No fim do quarto dia, quando a exitante narrativa acabou, B. Good meditou por 3 horas e 28 minutos e finalmente encontrou as palavras certas para expressar o que sentia. Ele falou, e disse:

- Whow, man!

Quatro anos mais tarde, B. Good já era um promissor chaveiro da pequena cidade de Bunsktville, quando seu pequeno primo veio ao país, conhcer as coisas boas da américa, afinal, na Nova Zelândia... bom, a nova Zelândia é a nova Zelândia... ele tinha 16 anos e recém entrado no mundo mágico do sexo e etc. B. Good resolveu mostrar a seu priminho o que era realmente diversão. conseguiu um jeito de trocar as hóstias da missa de dopmingo (era uma cidade católica) por umas feitas com ácido. Aí, ninguém mais era de família, ninguém mais era mãe, nem pai de ninguém. Novamente o milagre do vinho foi feito, mas ninguém se importava muito com o que tava bebendo. No terceiro dia, B. Good Lembrou de uma noite, havia quatro anos e da história que aprendera aquela noite. E resolvera que era hora do mundo conhece-lá. Dentre todos, escolhera seu primo, que tantas léguas viajava, provavelmente naquele elefante alado pintado com as cores do power flower que agora ele montava, para ser o portador da história. ele olhou solenemten pra seu primo e disse:

- Dude, I gotta tell you a history.

E caiu morto, pisoteado pelo elefante alado.

Os anos se passam. O pequeno Peter voltou pra casa e cresceu. um dia, durante uma Rave que durava 8 semanas, num curral, encontrou seu amigo (what's your name again?) que tinha uma função importante num grande estúdio de cinema. Ele disse pro amigo:

- Dude! You gotta do this movie man!!
- Yeah...?
- Yeah, man! It's about a litte man, you know. and this little man, you know, wants do burn his ring, you know.
- Man, it's a dwarf gay movie, man.
- Ahn... I think so... I'm not sure what is about...
- Yeah! I will do it man!

Entre uma faxina e outra What's Your Name Again, falava com seu amante Willow, um dos diretores do estúdio, a história passada de geração em geração. Willow se encantou com a história e disse:

- Dude! We not gonna make one movie! We gonna make three movies!! What do you think?

Mas What's Your Name Again não podia responder porque estava com a boca cheia. Willow chamou Peter, que mudara o nome para Peter Jackson, em homenagem a seu ídolo, obscuro... obsclaro cantor pop, para dirigir os três filmes. Ao que Peter respondeu:

- Dude! I don't even got a drive liscense! And here, we drive at the left side of the street!
- Dude I give you 0471504378347507349-578349-659568904 million dollars to make those movies!

O agora rechonchudo Jackson pediu para pensar, Levou 2 anos pensando e decidiu que com o dinheiro poderia comprar pelo menos 4 pastilas de E, ligou pra willow e disse:

Ok, Dude. But I won't burn my ring!!

E assim, surgiu um dos maiores clássicos do cinema da atualidade... E que, por mera coincidência, tem o mesmo título de um dos clássicos da literatura mundial. Não que um tenha algo a ver com o outro... Mas o pobre do Peter perdeu quase todo o dinheiro pagando Copyright... Pobre Peter...

Domingo, Janeiro 04, 2004

Hoje eu vomitei sangue. Não, não é uma figura de linguagem. Foi literal.

Sábado, Janeiro 03, 2004

Bom, esse post do dia 03 foi apagado. Os comments ficam.

Quinta-feira, Janeiro 01, 2004

Não sou cores. Sou um fantasma. E um fantasma não tem cor, cheiro, textura. Um verdadeiro fantasma. Não desses que anda por aí fazendo filmes infantis e chamando a si mesmo de "fantasminha camarada". I'm a really ghost. Sem cheiro, sem textura, sem aparencia... Sem cores. Daqueles que ninguém vê. Daqueles que as pessoas se lembram por um tempo. O tipo de fantasma que é lembrando recentemente após a morte, mas que pouco a pouco vai se esvaindo da memória... Sumindo... Perdendo a o cheiro, a textura... Perdendo cores. Daqueles que em pouco tempo se tornam uma lembrança vazia, vaga, de alguém que se foi e ninguém lembra exatamente quem ele era... Do qual a presença é sentida por uns instantes, uns dias, mas depois, com o passar do tempo, vai dissipando... Se tornando cada vez mais um arrepio nas noites escuras e de vento... Um arrepio que alguém sente, cruza os dedos, toca em quem estiver ao seu lado e diz uma frase estúpida. Daqueles que é confundido com o vento ou com uma supertição idiota. Esse é o destino dos verdadeiros fantasmas. O esquecimento. Não cores. Mas vc, o próprio fantasma, não esquece tão fácil. Fica rondando, lembrando da sua antiga vida, vendo sua lembrança se dissipar pouco a pouco... e não pode fazer nada. Grita: "Estou vivo". Mas não está. Ninguém ouve. Ninguém liga. Se vê transfomardo numa sombra aos poucos. Tenta fazer algo tenta fazer com que lembrem, mas é inútil. Ninguém lembra. ninguém quer lembrar. Porque um fantasma é, antes de tudo, um incomodo. Não cores. O incômodo de alguém que se foi e insiste em ficar. De alguém que não percebe que seu tempo acabou. Ou demora a perceber. E ronda.. E ronda... E entra em desespero ao se ver esquecido. E assusta, e faz sons, e move as coisas. Mas não adianta. Sem cores. E é confundido com o fantasma de uma senhoria morta num incendio, de um suicida, de uma criança multilada, ou algo assim. E a sua lembrança, a lembrança de enquanto era vivo é substituida por algo com mais cores. E não há nada que você possa fazer. Apenas aceitar o fato. E viver na espectativa de esquecer os vivos também. Mas é difícil. Você é um fantasma. Você é sozinho. Você percebe as coisas que acontecem no mundo dos vivos. Os fogos do ano novo... Distante... Longe... Como se fosse em outro mundo, onde as pessoas celebram o que elas nem sabem. Eu ouvi esses fogos. Eu vi os fogos da janela da minha cova. Eu vi cores. E eu sabia que o mundo estava vendo também, as cores. E tudo que me despertaram foi uma raiva surda que me fizeram destruir parte da minha cova. Raiva de mim. Cova que antes era chamada de "casa". Mas até isso muda. Eu que me acostumara a ver as luzes acesas, que ficar no escuro era um tormento, hoje não suporto as luzes acesas por muito tempo. Machucam. Eu me sinto mais confortável no escuro. Mais ambientado. E o que era chamado de casa agora é carinhosamente chamado de "cova". Sem cores. Os fogos continuam a pipocar lá fora e agora não me despertam nada. A mais absoluta indiferença. Coisas de fantasma. O primeiro dia do novo ano. Logo vai anscer o primeiro sol do novo ano. Mas nada disso te diz nada. É apenas mais um dia na sua vida ectoplasmática. Mas seu pensamento estava lá... no tempo em que ainda era vivo... Vestiu- se bem, pôs uma roupa nova, porque sua carne ainda vive, a sua camisa do dragão, como se ainda fosse capaz de viver. Se apegando a um mundo que não te quer mais, que não é mais seu porque ele mesmo não quis que você fosse dele. Porque achou que você não pertencia mais a ele. Para o mundo, você não tem cores. E você bebeu a bebida dos vivos, mas seu ser intangivel não suportou e você teve que expulsa-la. Mas tenta insistir, num derradeiro esforço de viver, a continuar bebendo. E coisas estranhas acontecem. Estranhas. Mas acabou. Estou morto. Deve-se aceitar o fato pra se viver melhor com isso. Aceite que você não passa de uma sombra, e em pouco tempo, não vai sr mais nada, a não ser uma arrepio na nuca que ninguém sabe de onde veio. Sem cores. Eu não sei se a insônia me fez um fantasma ou se tenho insônia por ser um fantasma. Eu sei que os fantasma são insônes. As noitees vem e vão. E você continua aí. Não há escapatória. Você está no limbo. Você não tem cores. Você é cinza. Você é a mistura do preto e branco. Cinza. Não pode te dar cores. Apesar do seu coração residual explodir na mais louca das misturas da cores primárias. Uma sombra. E você se sente morto. E você está morto. Morto. Acabado. Você olha ao redor e vê que o mundo enxerga cores. Mas não suas. São outras cores... Você é um fantasma. E um fantasma não tem Cores...

Meia noite... ano novo.. e eu penso em vc...

Sexta-feira, Dezembro 19, 2003

REMEMBER YOU
I REMEMBER THE FIRST TIME WE MET
I MAY BE A SENTIMENTAL FOOL
FOREVER IN YOUR DEBT
FOR SOMETHING I CANNAE FORGET
I REMEMBER YOU

I REMEMBER THE FIRST TIME WE SPOKE
THE SOUND OF YOUR VOICE LIKE A LOVER'S TONGUE
GOT IN MY EAR WHEN I'D JUST BEGUN
TO WONDER IF SPRINGTIME WAS THROUGH
I REMEMBER YOU

HOW DO WE CHANGE SO EASILY?
YOU'LL ALWAYS BE A PART OF ME
I THOUGHT YOU'D NEVER GO
IT SHOWS YOU WHAT I KNOW

I REMEMBER THE FIRST TIME WE SLEPT
WHAT A SURPRISE TO WAKE UP TO
SOMEONE I HARDLY KNEW
FROM A SLEEP TO A DREAM COME TRUE
I REMEMBER YOU

Pretenders

Quarta-feira, Dezembro 17, 2003

Hoje foi meu dia de sonhar. De sonhar a noite inteira. De ter pesadelos... Do desespero me alcançar e acordar sobressaltado durante toda noite até que finalmente já fosse manhã... Mas com ela não veio a tranquilidade... O desespero não me abandonou. É duro viver um dia que vc provavelmente já conhece o final e sabe que ele não vai ser bom. Queria que vc entendesse e perdoasse os meus dias de desatino... Meus dias de ridículo. Eu estava perdido, sem saber pra onde ir. Tomei o pior caminho... Mas voltei. Espero que ainda haja tempo. Voltei pq o caminho não era o meu. Não é o meu. Sei qual é me caminho. Pensa nisso... Eu sou o mesmo de sempre.. Eu voltei... E só quero estar com vc... Não quero mais nada. Não vou precisar de mais nada.



Ah, meu amor não vás embora
Vê a vida como chora
Vê que triste esta canção
Ah, eu te peço não te ausentes
Porque a dor que agora sentes
Só se esquece no perdão

Ah, minha amada, me perdoa
Pois embora ainda te doa
A tristeza que causei
Eu te suplico não destruas
Tantas coisas que são tuas
Por um mal que já paguei

Ah, minha amada, se soubesses
Da tristeza que há nas preces
Que a chorar te faço eu
Se tu soubesses um momento
Todo o arrependimento
Como tudo entristeceu

Se tu soubesses como é triste
Eu saber que tu partiste
Sem sequer dizer adeus
Ah, meu amor, tu voltarias
E de novo cairias
A chorar nos braços meus

V.M.

Terça-feira, Dezembro 16, 2003

Eu só queria poder acordar com vc do meu lado, te dar bom dia, rir do seu mau humor e te dar um beijo...

Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

tô fumando o cigarro da saudade, e a fumaça escrevendo o nome dela.

Antes de tudo, sou um animal. Estou exposto a seleção natural. E estou perdendo. Estou entrando em extinção. Estou morrendo. Os animais que menos preparados estiverem para o meio em que vivem estão fadados a desaparecer. Vai sobrar no máximo um fóssil pra contar uma história fragmentada e meio sem sentido. A não ser que se adapte ao meio. A não ser que EVOLUA pra e se torne competitivo. E é o que eu preciso fazer. Evoluir e me tornar competitivo e não correr mais o risco de extinção. É o que o mundo espera. É o que todo mundo espera. É o que querem? É o que vao ter. E não quero reclamações depois. Eu não vou ser extinto.

Domingo, Dezembro 14, 2003

Bom, o dia começou ouvindo "a música" na barraca de praia. Assim que cheguei. Mensagem mandada e... nada. Sem resposta. Ces't la vie.. Que se há de fazer... Eu tentei... Enfim... Estou chegando do Cancun agora anyway. Alguma considerações: Primeiro. Piso o pé na porta do lugar e "a música" de novo... Foda... Sem mensagem. Pq? Óbvio... Mas com pensamento... Segundo. Não me digam que mais aquele lugar é ruim. rulez indeed!!! For real. Terceiro. Silvia (A tequileira) lembrar de mim rulez mais ainda. Quarto. Nadja. Do balcão. Trançaremos o cabelo no mesmo lugar, relaxe. Quinto. Lança regras!!!! Anos sem cheirar, fui a forra hoje. Lança rulez indeed!!!! E sexto (acho que acabou) Gostam de mim de graça. Acabei de descobrir isso. Não sei se isso é bom.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2003

Eu vou cantar pra Saudade
Com seu vestido vermelho
E a sua boca
Eu vou cantar pra Saudade
Descer na minha cabeça
E comandar sua festa
Aquele cheiro som imagem do teu corpo incendeia
E um rio carregado de saudade vem correr na minha veia
Na veia amor
Na veia
é como a luz da lua que atravessa a parede da cadeia
Clareia
Mais forte que o sol
Quando a Saudade chegar
Com seu batalhão de agitadores
Vou cantar
Aquele som da gente
Vou rasgar
O teu vestido novo

Terça-feira, Dezembro 09, 2003

As vezes eu me pergunto...

Domingo, Dezembro 07, 2003

It's cold. It starts wtih a wind. A cold wind, comming from the outside. It was burnning my skin like millions of small particles of te cold itself. My skin was resisting bravely, protecting my organism. But then, it fall. The atack was too strong. And I became cold. I was the cold. I am the cold. Not feeling it, but being it. It is an odd sensation. It invades me little by little, like an infection. But you can feel it taking over of your body and your mind. And there is nothing you can do about it. Just sit and wait until it ends. And your very condition will be changed. You just had lost your hot blood. It's kind like be dead, I guess. Obviously I never be really dead to know. But this place won't be my grave. Will not be my tumb. They will think I'm dead. And will try to barry the corpse. But in the first attempt to throw that dust on my face I will stand up, take the shove and samsh their heads with it. In a moment of pleasure, I'm gonna watch the pieces of brain flying all over the place, and their blood on my clothes and my face, and I will press their eyes with my thumbs to punish them for being so blind. And live their dead bodies to the vultures. Have you ever take a hot shower in the dark? You should try. Especially if you're are (the) cold. The sensation is... Like if that is blood that is comming out of the shower. You're a piece of ice, and your blood is falling in your head, in your arms and legs. Trying to get back to your heart. But you don't want this old blood, do you? No... You want a new one. A fresh hot blood. But it's is not the time yet. But when that time comes... You will be as good as new. Fresh blood pumping on you. Making you brain work. But there's some you must know. You will never be free of that cold anymore. You will always bee a little colder than you were. And there is nothing you can do about it. But don't worry. That's what the world is waiting from you...

Sexta-feira, Dezembro 05, 2003

Hoje eu preciso de encontrar de qualquer jeito, nem que seja só pra te levar pra casa depois de um dia normal. Olhar teus olhos de promessas fáceis, e te beijar a boca de um jeito que te faça rir. Hoje eu preciso te abraçar, sentir seu cheiro de roupa limpa, pra esquecer os meus anseios e dormir em paz. Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua, qualquer frase exagerada, que me faça sentir alegria em estar vivo. Hoje eu preciso tomar um café ouvindo você suspirar, me dizendo que eu sou o causador da tua insônia, que eu faço tudo errado sempre. Hoje preciso de você com qualquer humor, com qualquer sorriso. Hoje só a tua presença vai me deixar feliz

Terça-feira, Outubro 21, 2003

É... É seu sim.. Esse post é seu... De mais ninguém... Só seu. E se alguém reclamar, pode gritar que é seu. É pra vc e por vc. E eu nunca mais vi os óim do meu amor.

Segunda-feira, Outubro 20, 2003

Esse post era pra ter vindo no sábado, umas 14 da tarde. Mas minha internet tá cortada e tive que esperar pra hj, na casa duma amiga. tinha tudo na cabeça, tudo o que eu ia escrever. Foi-se indo, o escrito e a cabeça. Perderam-se os dois em algum canto obscuro do universo e preciso de um pouco de tempo pra recuperar, se não ambos, pelo menos a cabeça. Ela que é a que mais sofre nesses 25 anos, pediu arrego dessa vez. Enfim. Sabe qd vc toma uma decisão que acha que vai dar um novo rumo a sua vida? Sabe qd finalmente olha pra algo e diz: "Seu tempo acabou. Vou em frente." Pois é. Cheguei em casa na sexta. De madrugada. Tava feliz, bem, bem mesmo. Tudo tava indo bem. Olhei ao redor, com olhos ébrios e vi a foto no porta retrato. Vi. Olhei, ela me olhou de volta. Acho que a tal da foto sentiu no meu olhar que seu dias estavam contados, pq me olhou de volta com ar de súplica, implorando por mais uns instantes em sua já moribunda existencia. Sustentei meu olhar de carrasco. Ela se recolheu, a foto, tentou se esconder atrás das outras, mas eu, implacável, passo a passo, avancei em sua direção, resoluto. Ela já estava morta. Era, na verdade, um monumento póstumo. Travamos uma breve luta, mas venci facilmente. Era a minha vontade, um ser vivo, contra um cadaver. Até injusto, mas necessário. Depois da vitória, peguei o corpo, já sem vida alguma e o joguei na sua cova, donde provavelmente não há exumação. Depois da vitória, um cigarro, um sorriso, uma esperança e o sono dos vitoriosos. Mas o sono... Os sonhos... Os sonhos que são frestas do espírito e frequentemente, de outros espíritos... Sonhos, tenso, ruins, tristes. Sonhos de afastamento. Sonhos em que a espada que me fez ser vitorioso contra a foto cadavérica, caia da minha mão. A noite inteira, nas nebulosas de morfeus, ela caia, sumia, quebrava, enferrujava, perdia-se... O objeto da minha vitória, o motivo de me sentir tão vivo, aquilo que me permitiu catar os despojos do monumento póstumo fugindo, deliberadamente, por vontade própria. Se indo... Se indo... Acordei, era só um sonho, telefone, era ela. Estranha, esquiva, fugidia, desliga. Só um sonho? Tensão, telefone... Telefone... E ela caia... Sumia.. Quebrava... Enferrujava... Perdia-se... E eu perdia-me junto... Lá, da sua cova, ouvia a risada sarcástica do defunto. Perdia o post e a cabeça... Ela sabia, a foto, que pra ela não havia ressucitar. Mas rejubilava com minha perda. Justamente com a perda que a matou. Saí de casa, precisar de ar, precisava parar de ouvir aquele riso de escárnio, precisava me esquentar. Aquela casa estava muito fria... De nada adiantou. O frio estava em mim. Eu estava gelado. Voltei. Mais risos, deitei na cama, fechei a porta. Escuro, frio, silêncio... Aquilo tudo me parecia familiar.. Enquanto pensava isso, ouvi uma vozinha fininha, vinda da esquerda.. Era o último suspiro da foto morta. Antes de expirar, ela riu de fininho e completou: "Claro que é familiar. Essa é sua cova." e foi-se...



Ao verme
que
primeiro roeu as frias carnes
do meu cadáver
dedico
como saudosa lembrança
estas memórias
póstumas


Sábado, Outubro 11, 2003

Seja um canalha. Não seja um Zeba. Se for um Zeba, seu passe não valerá nada. Já um cnalha está cotado... Milhões...

Quarta-feira, Outubro 08, 2003

Solidão. Por mais que se esteja rodeado, ela sempre vem. Caralho!!!! Sempre uma brecha. Na verdade, eu sou só. Eu só tenho eu. Mas ninguém. Só posso contar comigo o tempo inteiro. Na verdade, quase sempre estou só. Mesa de bar, festa, trabalho, casa. Sempre. Pouquíssimos momentos ela não está lá. Ou está descansando. Mas foda-se tb. Lá vou eu comigo mesmo. Foda-se. Vou seguindo. Tenho meu cérebro. Ele me acompanha. E vamos lá. Eu me basto. E quem não quiser assim, me esqueça.

Domingo, Agosto 24, 2003

I´m nothing... I´m a piece of shit... No... I´m not... I´m the hole shit...

Sexta-feira, Agosto 15, 2003


Se algum dia vc estiver puto, quebra o vidro do teu carro com o cotovelo. Vai por mim. Ajuda. Ah! e se prepara pra morrer em 170 paus.

Terça-feira, Agosto 12, 2003

aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Merda, merda, merda, merda, merda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Terça-feira, Fevereiro 25, 2003

Não. Definitivamente, ninguém vai me convencer que alguém que cola um adesivo com os dizeres "taradão" no fundo do carro é normal. Alías, me recuso a crer que somos da mesma espécie.



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Carnaval: Ame-o ou seja sensato.

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Mas vale um bloco no muro do que dois na avenida.

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Porque ninguém ainda passou serol na eguinha pocotó?

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Alguém aí quer me doar um template?

Quinta-feira, Fevereiro 20, 2003

Menor que um inseto.

Terça-feira, Fevereiro 11, 2003

Em casa as 02:22. Vomito sangue. Não, não é modo de dizer.

Sexta-feira, Fevereiro 07, 2003

Eu sou um fudido. Me esqueçam. Não presto pra nada. Não sou pra se conviver. Me esqueçam.

Segunda-feira, Dezembro 30, 2002

Avistado!!!!





Atenção!!! Fugitivo avistado numa praia nos arredores de Salvador!!! Fiquem atentos!! Ele pode ser perigoso!

Segunda-feira, Novembro 25, 2002

Vocês viram este homem?



Perigoso fugitivo de suas próprias ideias, um dia se refugiou neste espaço. Ao senti-la no seu encalço, e sem poder encará-las, fugiu mais uma vez. Seu paradeiro é desconhecido. Aparentemente recuperado, foi visto com esta horrível máscara, envergonhado pela patética fuga. Fontes afirmam que ele encarou o que o perseguia e venceu, voltando a ser quem sempre foi. Foi visto pela última vez num boteco na Piedade, em frente ao cursinho Integral, na noite de sexta. Informações sobre seu paradeiro podem ser postadas aqui. O mundo agradece.

Sábado, Novembro 09, 2002

Quarta-feira, Novembro 06, 2002

Hoje. 06 de novembro. Há exatos dois meses, nessa mesma hora (sem horário de verão, ou seja as 20:50) eu estava saindo da rodoviária. Era o dia 06 de setembro. Saia da rodoviária com uma incompreensível saudade de alguém que só conhecia há 4 horas. Saia com um sorriso de orelha a orelha. Sem acreditar no que tinha acontecido. Sem acreditar que me sentia daquela maneira. Em tão pouco tempo. Saí de lá cheio de expectativas. Saí de pensando no que o futuro poderia me trazer. Viagens, encontros, quem sabe um dia conseguir morar na mesma cidade. Acabado de a encontrar. Mas minha cabeça e meu peito fervilhavam de sentimentos exdrúxulos (pensando cronologicamente). E eu saía feliz. Feliz! A saudade era grande. Uma quase vontade de chorar, de tanta saudade. Olhando hoje, acho que só não chorei pq seria uma situação muito absurda, ilógica ou ridícula:

- Porque vc tá chorando tanto?
- Saudades... Saudades dela... Do beijo, do cheiro, da pele, dos olhos dela....
- Ah... Saudade... É duro mesmo... Sei como é... Há quanto tempo estão juntos?
- Quatro horas...
- Tome no cú!
- ... mas...

E ainda corria o risco de tomar um murro na cara... Pois é... Tudo era aventura, desafio, espectativas, alegrias, lembranças, sensações, amor vindouro. Tudo que podia advir era bom, prazeroso, leve, flutuava... Mas não foi o que fiz... sou muito pesado. Não flutuo. E hoje estou aqui. Dois meses. 60 dias (depois eu quero falar aqui sobre os "6" na minha vida...). E de tudo isso aí em cima, hj eu só tenho Saudade. Chegou, gostou e resolveu ficar. Se deu tão bem, que hoje tá gorda feito uma vaca, de tanto que achou comida e foi bem tratada. Bom o tal do "amor vindouro" vei mesmo. Mas não sei se foi uma boa ideia... Não é legal juntar Amor e Saudade, se Ela é tratada como uma rainha e o Ele vive num regime de spa... Bom, não é legal pq eles... bom, vc sabe, os dois ali, sem nada pra fazer, sem uma tv pra assistir... Acaba rolando... Sacomé, né? E aí vem a Lágrima... E, putz! como vem!!! Parece que esses dois (O Amor e a Saudade) só fazem trepar o dia inteiro, porque vá se fuder!!, nunca vi tanta lágrima assim! Foda... O que "poderia ter sido" não o foi em apenas dois meses... E hoje eu sento a bunda na cadeira. E parece que só me resta isso: A bunda e a cadeira. E a cadeira não é nem "eu"! O resto vai-se indo junto com a água e sal que saí do meu olho cego. E no final, um piercing foi o que sobrou. Um pierging, um olho cego e uma bunda.



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O Doutor falou que o cancêr é no cérebro... Só um milagre pra salvar...







Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia




Suicidado pela sociedade... Acho que é perfeito... Definição perfeita... Morto... Louco... Arrancando a própria orelha... Arrancando o próprio coração... Morto...



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Enfim. Acho que esse blog está com cancer...



Voltei. Ontem. Depois de 4 dias fora de Salvador. E na chegada: Um amigo internado no hospital, com um femur fraturado num acidente de carro, minha luz cortada, uma crise de rinite alérgica e um princípio de bronquite que me levou a passar a noite num hospital tomando nebulização e tirando raio-x do pulmão. Que volta...



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Pelo menos um e-mail recebido... O único direcionado exclusivamente a mim dentre 161 que lotaram a minha caixa... Bom, nada de mais, mas é um e-mail "meu". Só "meu" e não de "Undisclosed Recipient". E logo de quem...



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A garota do Posta tá vindo!!! Tá vindo, não tá dona Ro? Tudo combinado: suicídio em dupla no Natal regado a Brunello de Montalcino!!!





Quinta-feira, Outubro 31, 2002


Aparição Amorosa

"Aparição amorosa
Doce fantasma, por que me visitas
como em outros tempos nossos corpos se visitavam?
Tua transparência roça-me a pele, convida
a refazermos carícias impraticáveis: ninguém nunca
um beijo recebeu de rosto consumido.



Mas insistes, doçura. Ouço-te a voz,
mesma voz, mesmo timbre,
mesmas leves sílabas,
e aquele mesmo longo arquejo
em que te esvaías de prazer,
e nosso final descanso de camurça.



Então, convicto,
ouço teu nome, única parte de ti que não se dissolve
e continua existindo, puro som.
Aperto... o quê? a massa de ar em que te converteste
e beijo, beijo intensamente o nada.

Amado ser destruído, por que voltas
e és tão real assim tão ilusório?
Já nem distingo mais se és sombra
ou sombra sempre foste, e nossa história
invenção de livro soletrado
sob pestanas sonolentas.

Terei um dia conhecido
teu vero corpo como hoje o sei
de enlaçar o vapor como se enlaça
uma idéia platônica no espaço?



O desejo perdura em ti que já não és,
querida ausente, a perseguir-me, suave?
Nunca pensei que os mortos
o mesmo ardor tivessem de outros dias
e no-lo transmitissem com chupadas
de fogo aceso e gelo matizados.



Tua visita ardente me consola.
Tua visita ardente me desola.
Tua visita, apenas uma esmola."



Parabéns, Drummond

Quarta-feira, Outubro 30, 2002

Com o fim da minha curta e questionável (mais questionável do que curta) carreira literária, devido a um total bloqueio, não criativo, mas técnico, de qualidade (algum dia eu já tive?), republico aqui um texto postado no glorioso dia 18 de setembro. Não que tenha qualidade, ou algo assim, mas acho que deveria te-lo escrito nos dias de hoje.



Acorda com um vazio ao seu lado. Não deveria ter ninguém ali, mas ele sente uma não-presença. Com a mente meio embotada, tenta se lembrar da noite passada. Breu. Não lembra de ter sonhado. Não lembra do que fez. Percebe que não lembra de nada. Nada da última noite, nem da anterior, nem dos dias. Não que tenha esquecido quem é, sua mãe, seus amigos, seu nome, essas coisas. Aliás, disso ele lembra até demais. Mas é como se a não-presença estivesse se extendendo por todo seu passado. É como se um plano nulo o tivesse seguido por toda vida. Acende um cigarro, ainda na cama, e levanta pra abrir a janela. Não consegue. A claridade o cega, como se nunca tivesse usado os olhos antes. Volta pra cama e fuma observando o ventilador no seu eterno girar, que não chega a lugar algum. Percebe que o som produzido está mais alto do que o normal, quase insuportável. Um zunido surdo que se forma dentro de sua cabeça. Música. Volume no máximo, guitarras distorcidas e o zunido entra no tom. Joga o toco no cinzeiro e olha as horas. Está atrasado. Não se irrita. Resolve não ir trabalhar. Não se alegra. Percebe então que, além do vazio, não sente mais nada. Nem frio, nem calor, nem dor, nem medo, nem alegria, nem esperança. No rádio, alguém canta: "uma emoção pequena, qualquer coisa". Nada. Lembra das pessoas que passaram na sua vida. As que o fizeram mal e as que o fizeram bem. E ainda as que não fizeram nada. Tudo é inútil. Tudo é uma sucessão de fatos que acabam no mesmo lugar. O celular toca, ele vê quem é. Do trabalho. Não atende. Acende outro cigarro. O telefone de novo. Ele já pega com palavrão escorregando pela boca, não por irritação, mas por hábito. Não é do trabalho. É alguém. Alguém que o fez bem. Não lembra da sensação, não lembra como é se sentir bem, mas sabe que foi assim que se sentiu. Mas agora, olhando o nome no visor, não sente nada. Joga o telefone no vaso, junto com o cigarro e dá descarga. A privada entope e regurgita o telefone, o cigarro e o que mais tinha no cano. A água fétida inunda o banheiro e molha seus pés. Só o soube porque viu. Não sentiu o toque da água, não sentiu o cheiro do esgoto. Abaixa e toma um longo gole, tomando cuidado pra sorver o máximo de podridão que voltou junto com a água. Não sente gosto, não sente nojo, não sente náuseas. Volta e deita na cama. Não sente conforto, mas permanece deitado. O rádio toca estática, mas não se importa. Fica o dia ouvindo a mistura de sons do ventilador, da estática e das baforadas. Olha as horas. O dia vai pro seu final. Não comeu nem bebeu nada, mas não tem fome nem sede. Percebe que o nada, o nulo também está no seu cérebro. De repente, ele percebe. Está morto. O coração bate, ele respira, ele vê, ele ouve. Mas está morto. Não há mais nada. Não se assuta. Não se importa, nem pergunta como aconteceu. Não acha ruim nem bom. Apenas morreu. Deitado, olhando pro ventilador, contempla a morte, como contemplou a vida. Como as voltas do ventilador, que nunca chegam a lugar algum. Apaga o cigarro, amassa a carteira vazia, vira e vai dormir.



To be continued...


Terça-feira, Outubro 29, 2002

Escrito , mas tambem sentido aqui:"Porra, eu odeio esse telefone com identificador de chamadas. E eu quero fingir que não estou louco.Ok, Ok, eu sempre me pilotei muito bem. Vou pisar mais fundo agora, o barulho do motor vai abafar minhas palavras. Eu quero correr, correr,
correr, qualquer velocidade estúpida que atire você para fora de meu peito.Eu vou recuperar minha sanidade. Eu vou montar um quebra-cabeças de 5 mil peças. Eu vou escrever um livro.
Eu vou entrar na aula de canto. Estou aqui estalando os dedos. Estou fingindo que não sinto nada. Tomo um café, ando até a banca de revistas, tento manter intacta a minha resolução de não pensar em você. Cravo a unha do indicador na base do polegar. As pessoas que esperam um telefonema morrerão mais depressa, dizem as revistas. High anxiety.



É isso aí...

No dia em que fui ao Rio de Janeiro de ônibus (A 2ª vez que fui), um cara na rodoviária me convenceu a fazer uma assinatura de revista. O óbvio seria a Istoé. Mas resolvi fazer da revista Planeta. Uma revista meio New Age, mística, essas coisas.



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Depois de todas as coisas que aconteceram, expus aqui a minha descrença pelos "sinais". Aquela história de que "não existem coincidências", de que eu estava destina a ir aquele show, de que tudo fora muito traçado, etc, pra mim tinha acabado e tudo realmente não passou de chaos.



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A revista chega em casa ontem (domingo, dia estranho de chegar revista...). Dou uma olhada rápida na capa e vejo: "Contatos com o além: A Linguagem dos Sinais". Bom, achei que a matéria se tratava de mediunidade, aquelas batidas na porta, lençois em chamas. Ledo engano... A esta altura, vcs já devem imaginar do que se tratava... Seis páginas. seis páginas tratando dos tais "sinais" que recebemos no dia a dia e da falta de coincidência no mundo... Seria o deus Chaos de novo?



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Hoje depois da Resenha, cumpri um velho ritual que não fazia há meses: Passar mal, tremer, sentir que vai desmaiar, mãos geladas e dedos formigando, Hospital. Bom, cheguei no "meu Hospital' aquele que senpre ia, que era conhecido dos médicos, as enfermeiras, os procedimentos, etc. Meu plano de saúde tava suspenso. tive que ir em outro... Merda.. Bom no outro a mesma rotina: Medir pressão (15x10), auscutar, ohar os olhos, mexer na barriga, "toma remédio?, tá tudo bem contigo. vou receitar um aniolítico.. Ah vc já toma? tomou hoje? Que horas? bom, vai pra casa, toma outro e tenta relaxar. Vc não tem nada. Teve algum aborrecimento hoje?" Aborrecimento? Não, não tive... Serve perder os olhos?



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Saindo do hospital, que não era o "meu", e o primeiro carro estacionado na saída tem placa do Rio de Janeiro. Fora os outros três que vi na seguinte condição: Leo bola, um amigo, baixou Serendipity de tanto que eu falei. hoje, consegui convencê-lo a ver, finalmete, e fui pra casa dele ver o filme. Ia absorto, pensando em nada, qd meu olhos involuntáriamente baixam um pouco e... Tá lá... Placa começada com K... "Merda" penso e sigo meu caminho forçando pra que o olho se mantenha numa altura superior a das placas. Tranquilo, cheguei na casa dele sem nenhuma baixa, sem nenhum risco. Vou estacionar, na única vaga da rua. Encosto calmamente o carro na calçada e... O carro da frente... Placa K... Viro a cabeça impaciente pro lado, pra não olhar e de novo... O carro do outro lado da rua... Meus ohos caem diretamente sobre a placa.... K... Putz, me resigno e vou ver o tal do filme... Notem qual era o filme...



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Ok, tá... Talvez eu tenha voltado a acreditar nessas coisas... Talvez... Bom, talvez eu nunca tenha deixado de acreditar, na verdade. Tá, eles estão aí, o tempo inteiro. Mas eu pergunto, pra alguém mais inteligente do que eu:PELAMORDEDEUS, alguém me diz o que eles querem dizer!!!! Porque da outra vez eu interpretei tudo errado (será?)!! E agora? AGUÉM PODE ME AJUDAR?!?!?!?!



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Fora o convite que me foi feito hoje pra um possível trabalho no Rio.... Enfim... Let it be...





Domingo, Outubro 27, 2002

E quem for ver o Cordel hj (talvez eu vá de novo) pode ser que tenha a oportunidade de ver minha sobrinha Pietra recitando um poema com Lirinha. Meu irmão é amigo do pessoal da banda e Lirinha é doido por ela (Calma, ela tem 5 anos...). Eles foram falar com ele na sexta e ele chamou ela pra recitar. Deve rolar hoje, la na Casa do Comércio. Tio Coruja deve tá lá!! Se rolar mesmo, devo por umas fotos aqui. E aviso aos navegantes: No próximo domingo, Lenine vai estar no Pier Bahia. Tb vamos ter esposa do Davi Moraes, mas agente ignora essa parte.

Cordel... Uma sonzeira do caralho... A banda bota pra foder, o Lirinha é fantástico. Mas ontem eu tava ligado na percussão. Não só o que mais chama atenção é ela. Mas por outros motivos. Porque ela me lvea pra uma casinha azul e verde (é isso mesmo?) no bairro das Laranjeiras. Não tirava os olhos daqueles caras, monstros da percussão, tocando pra caralho. A cada baqueta que voava, eu lembrava duma história. O tempo todo eu imaginando como você gostaria de estar ali, ouvindo aqueles caras tocando, como ia babar, como ia ver a técnica pra fazer em casa depois. E as músicas cantando a Saudade. A Saudade que sinto. A Saudade que hoje sou eu. E mais uma vez lembrava. Uma Saudade doida de você, do passado e do Futuro que não veio. Mas sou soteropilitano, baiano e Nordestino. Tenho meu pezinho no sertão. E o Sertanejo é antes de tudo um forte. Levando os bois na comitiva, enfrenta sua saudade de cabeça erguida. Mesmo no meio da secura da caatinga, onde também estou. Mesmo nas noites solitárias, as mesmas que me encontram. Carrega a saudade no peito, e segue, mesmo com uma dor intensa, mesmo que olhe pra trás, mesmo que lembre e chore. E o Sertanejo sabe, que por mais longa que seja a viagem, um dia ele volta pra casa.



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Deixo aqui dois trechinhos do Cordel. O primeiro, a primeira parte de "Ai se Sesse"



"Se um dia nós se gostasse
Se um dia nóis se queresse
Se nóis dois se impariasse
Se juntin nóis dois vivesse
Se juntin nóis dois morasse
Se juntin nóis dois drumisse
Se juntin nóis dois morresse..."


E depois, uma musiquinha gostosinha demais, que diz tudo que quero dizer em poucas linhas, na simplicidade, pureza e sinceridade do Nordestino: "Os Óim do Meu Amor"



"Eu...nunca mais eu vi... os óim do meu amor... nunca mais eu vi... os óim dela brilhar... nunca mais eu vi ...os óim do meu amor ...sao dois jarrinhos de flor ... e todo mundo quer cheirar..."



Amo você e nunca vou te esquecer. De uma forma ou de outra. Se um dia for em Nova York, toma um Frozen Hot Chocolate por mim no Serendipity, tá? : ))Beijo grande, chatura do mundo todo!






Sábado, Outubro 26, 2002

Chegando em casa agora... Grande Show do Cordel do fogo Encantado... Disco novo... inspiração? Saudade... Várias músicas referentes... E aqueles percussionistas me faziam lembrar o tempo inteiro... Mas tô bem. Bem mesmo... Noite terminada no bar do Ferrugem (grande brother) É... Bom, tõ com um puta sono, e preciso acordar as 10 pra ir à praia. Detalhes amanhã. Mas estou bem. E isso é bom.

Sexta-feira, Outubro 25, 2002


The Space Between


(Dave Matthews Band)



You cannot quit me so quickly
Is no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love
The Space Between
The tears we cry
Is the laughter keeps us coming back for more
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain



But will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like 'Will it rain today?'
Waste the hours with talking, talking
These twisted game we're playing




We're strange allies
With warring hearts
What wild-eyed beast you'll be
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain



Will I hold you again?
Will I hold...



Look at us spinning out in
The madness of a roller coaster
You know you went off like a devil
In a church in the middle of a crowded room
All we can do, my love
Is hope we don't take this ship down



The Space Between
Where you're smiling high
Is where you'll find me if I get tickled
The Space Between
The bullets in our firefight
Is where I'll be hiding, waiting for you
The rain that falls
Splash in your heart
Ran like sadness down the window into...
The Space Between
Our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain



Take my hand
'Cause we're walking out of here
Oh, right out of here
Love is all we need here
The Space Between
What's wrong and right
Is where you'll find me hiding, waiting for you
The Space Between
Your heart and mine
Is the space we'll fill with time
The Space Between...



Sinto falta dos meus olhos... Amo você...

Quinta-feira, Outubro 24, 2002

Sentei pra escrever... Mas nada flui... Nada vem... Nada funciona direito. Nenhuma idéia de como expressar o que sinto, de como dizer...Hoje a tarde, tive um sonho. Sempre lembro dos meus sonhos. Quer dizer, sempre não sei, pq se não lembrar, não vou saber que sonhei. Anyway, tive um hoje a tarde. Um sonho bom. Onde eu ouvia o Djavan cantando Boa Noite pra mim e eu fazia uma ligação e tudo estava bem. Obviamente, acordei. Realidade. A merda toda é que, mesmo acordado, acabo sonhando também. E acordando dentro do acordado. E realidade. Acho que isso, ao longo da minha vida, acabaram gerando realidades em cima de realidades e eu acabo vivendo cercado por elas. E elas vão se mesclando umas nas outras, pra parecer uma só, pq o meu cérebro não consegue perceber, captar ou viver com várias realidades o cercando. É mais ou menos como as cores. Vários pontinhos diferentes minúsculos que se juntam pra formar uma cor. Vc não consegue captar de onde vc olha, mas eles estão lá. Só chegando muito perto ou com uma lente, vc percebe isso. A diferença com as realidades é que elas acabam se mesclando, se confundindo entre si, e mesmo que eu chegue bem perto, ou que as olhe numa lente e aumento, não consigo distingui-las. Se pudesse seria perfeito: Olharia as realidades, escolheria a que eu mais gostasse e iria viver nela, esquecendo as outras. Quando aquela me cansasse, olharia pro lado e iria pruma outra. Aí vem a pior parte. O problema é que, como disse acima, continuo sonhando. Mesmo tendo acordado tantas vezes. No início, até que dá perceber, as vezes, que é um sonho. Mas chega um ponto que eu perco a noção, perco a capacidade de distinguir. Acabo achando que é uma realidade. Pronto. Aí à confusão de realidades, vem se unir uma tormenta de sonhos desgarrados e frustrados (porque todo sonho é frustrado. Você sempre acorda), confundidos com o real. E eles meu cérebro os mescla com a realidade e transforma tudo num novelo de sem início nem fim, num bolo disforme de camadas sem camadas perceptíveis. É como aqueles brinquedos das caixas, onde vc tira uma caixa menor de dentro da outra até chegar na última, com a diferença que todas as caixas são do emsmo tamanho e mesmo assim ESTÃO umas dentro das outras e vc não tem como separá-las. Então, acabo vivendo uma vida ( e eu ia viver mais o que se não fosse uma vida?) de realidades e sonhos superpostos, sobrepostos e interpostos. Aí vem uma vozinha e me diz:"Ô mané! Quer acabar com isso? Para de sonhar, cabeção! Assim, vc para de acordar várias vezes e os sonhos serão inexistentes!". "É verdade.", penso. E tomo a resolução, concreta firme e inabalável de nunca mais sonhar. Mas aí, eu já nem sei se já estou não sonhando de novo...



Terça-feira, Outubro 22, 2002

Link removido por ter perdido o sentido.

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Bom. Tá ai de novo então

Removido de novo, por enquanto..

"(...)É, só tinha que ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você

É, você que é feita de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonita demais(...)"

(só tinha que ser com você - Tom Jobim)

Sábado, Outubro 19, 2002

...
Acabou... É isso... Depois de tudo.. os sinais, as "coincidências" a maneira como tudo começou, como nos encontramos. Acabou. Um sonho, que se despedaça de maneira inesperada e v se descobre acordando e caindo de cabeça no chão. Loucuras, viagens as pressas, voz, textos, olhos, boca, cheiro. Acabou. Tudo se desfaz numa bruma, que eu achava que era a falta do óculos que foi quebrado hoje, mas descubro que é o excesso de água nos meus olhos... Estou cego. A minha cartilha tem o "A" azul, mas meus olhos não tem mais o azul dos teus. Amo-te, sofro, choro, me despedaço. Não sigo. Não continuo. Estou estancado pq uma parte de mim se foi. Pq não dá pra continuar pela metade. Vou precisar parar, tentar me reconstruir, tentar recriar a parte de mim que se foi com vc pra depois tentar continuar. "Ando por aí querendo te encontrar, em cada esquina paro em cada olhar" a Cassia canta pra mim. Mas deixo a esperança e trago a tristeza em seu lugar. Pq sei que não vou te encontrar. Pq sei que agora estou fora da sua vida. Pq vc precisa continuar e não há lugar pra mim. Não te ver nunca mais... Essa perspectiva me mata.. Nunca mais te olhar, te sentir ao meu lado, sentir tua boca, sentir teu cheiro. Nunca mais... É uma dor insuportável... Meio que não caiu a ficha ainda.. Tipo quando alguém morre, e vc fica meio em choque, sem perceber que nunca mais vai ver essa pessoa... Viver sem você... É algo duro de aceitar... Algo que meu corpo, mente e coração rejeitam veementemente, porque sabem que vai estar faltando alguma coisa. Porque sabem, que durante muito tempo, vão ter que funcionar com algo faltando. Com uma parte arrancada. Eu amo você, eu respiro você, eu sinto você, eu vivo você a cada segundo da minha vida... A cada pensamento, você está comigo. Qualquer coisa que eu faça, imagino como gostaria que você estivesse aqui. As coisas bobas, dirigir, comer, dormir, ver TV, andar, sentar... A cada momento da minha vida, vc em mim. Tudo foi muito mágico. Tudo foi muito "destino", muito "serendipity' desde o início. hoje estive no hotel que voc~e ficou aqui. Hoje, eu vi aquele quadro horrível no elevador, que vc tirou uma foto e me mostrou. Mais uma "coincidência"... Mas isso não é um filme.. Era o destino, me pregando mais uma peça... E eu caí como um patinho... Era o destino dando corda pra eu me enforcar... Tudo.. tudo encaixado.. Tudo perfeito.. Tudo especial... Tudo conspirava... Tudo ERA... Tudo tinha que ser... Mas não foi... Não é... e meu coração agora não é nada.. é uma estrela na constelação de Cassiopia, pedrido na imensidão do cosmo. Pequeno, pequeno, mas denso, pq esta tão cheio de vc... Pq vc está inteira nele. Pq, agora, sem vc, ele não bate, ele não funciona... Agora, eu não mais eu... eu sou Ninguém... Absolutamente, Ninguém...






Se um dia, você quiser me achar, me procura dentro dos teus olhos... Eu vou estar lá... Pra sempre nos teus olhos... Te amo... Adeus...

Sexta-feira, Outubro 18, 2002

Ah!!! Definitivamente, nada como o Porto da Barra e uma boa companhia pra começar o fim de semana!!! Um sol perfeito, aquela água gelada do Porto, sem uma ondinha... vc fica lá, boiando feito merda, sentindo o contraste da água gelada por baixo e o sol no rosto... Ah, minha Bahia!!! Uma chuvinha oportuna, só pra refrescar e depois o sol de volta... Ah!!, o que mais quero da vida? E o fim de semana acabou de começar!



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Chego em casa, banhozinho gelado e recebo uma mensagem via celular de Aracaju: "A sua cartilha tem o 'a de que cor'?". Respondo: "Hã?". E aí vem outra msg... "A tarde linda que não quer se pôr, Dançam as ilhas sobre o mar, Sua cartilha tem um "a" de que cor?..." Relicário... Essa música tem uma recorrência impressionante em minha vida.. Sempre em momentos... "específicos" ela surge... Respondo: "Azul." É.. Minha cartilha tem o "a" azul... Completamente azul... Acho que não foi a melhor resposta, dadas as circuntâncias (ela tá vindo agora a noite de Aracaju pra Salvador), mas não sei mentir... não preciso. O azul é conhecido.



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Ah, Dani, a febre passou sim... Acho que foi emocional... Brigadim!!



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Conversa via msg de celular rulez!!!!




Estou com febre... 37,5º... Sigh...

Quinta-feira, Outubro 17, 2002

Acabei de assistir Serendipity. Baixei na internet... Foda... Foda... Não sei pra que ainda faço essas coisa... Tá, confesso: chorei quase o filme inteiro... Acho que é a primeira vez que choro vendo um filme. Tenho 90% de certeza. A primeira vez que vi, lá no rio, tive de me segurar... Agora, sozinho em casa, tive que me soltar... Merda... Não importa o que aconteça. Eu vou sempre lembrar de você. Serendipity faz parte da minha história, e fará sempre. Sei o quanto sinto falta de você, do teu cheiro, da textura da tua pele, dos teus olhos, da tua boca, do teu abraço, do teu calor. Sei o quanto a ausência, a falta de, o lack off, me deixa menos eu. Me deixa menos vivo. Eu fico um pouco menos humano. Não importa. Não importa o que você sinta, o que venha a acontecer, se nunca mais nos viros ou nos falarmos. Hoje, eu amo você. E amor é amor por si só. Não precisa do outro pra existir, pra se sentir, pra se alimentar. Existe e sente-se. O resto, o sofrimento, as lágrimas, a necessidade do mútuo, talvez aconteça pelo despreparo, pelo desamparo, pela carência dos pobres mortais. Talvez, pelo egoísmo... Não sei... O fato é que eu sou um pobre mortal e estou sujeito a agir a ferro e fogo quando algo maior do que eu toma conta de mim. Estou sujeito a agir como um destemperado, a dizer coisas, a fazer coisas, a sentir coisas. Sinto seu cheiro por todo o dia... Uma camisa... Que por mais que se lave, ela tem seu cheiro. Impregnado. As pessoas perguntam pq uso tanto ela.. Taí... Parece que ela tb sente sua falta... Fico lembrando da sua pele... Da tua boca... Do seu toque... Peço perdão pelo despreparo e pela sofreguidão. E pelo desabafo. Mas sou um jackass (só se entende se vir o filme... sorry...). Mas estou tentando. Tentando me segurar, tentando aplacar essa coisa. Segurar minha onda... E já nem mais o que estou escrevendo aqui... Acho que eu só queria dizer que te amo. Sei lá... Enfim...




Constelação de Cassiopia...
Há agum tempo eu alertei para o fato do contrato da Globo com o Demo/Satã/Lúcifer/A.C.M./Bill Gates/Belzebu tinha acabado. Na ocasião, haviam ocorrido dois acidentes no set de gravação de Esperança. Minha teoria se solidifica com a ocorrência de outros eventos bizarros em gravações:

Fernanda Rodrigues sofre acidente em cena de Sabor da Paixão

Quinta, 17 de outubro de 2002, 16h11

Agora é a vez de o set de O Sabor de Paixão ser o alvo de um acidente. Ontem a atriz Fernanda Rodrigues bateu o nariz em uma porta e teve sangramento. Ela foi levada ao hospital, mas, como não houve fratura, foi liberada.
Fernanda está com o rosto um pouco inchado, mas passa bem e deve voltar às gravações amanhã, de acordo com a assessoria de imprensa da Rede Globo.

Histórico
No mês passado, também na Central de Produção de Jacarepaguá, a atriz Helena Ranaldi bateu o rosto em um armário durante uma cena de Coração de Estudante, quebrando o nariz. Ela foi operada às pressas por Ivo Pitanguy, e teve de ficar afastada das gravações por uma semana.
A novela Esperança, no entanto, é a recordista de acidentes de trabalho. Há dois meses, Ana Paula Arósio torceu o pé e Reynaldo Giannechini quebrou o dente durante uma cena em que Camille destruía a estátua feita por Toni.
Depois, foi a vez do cantor Gilbert passar mal também durante gravações da novela das oito. Na segunda-feira, o mesmo ator quebrou um dente durante uma cena em que discutia com Toni.
Já fora do set, o português Nuno Lopes foi atingido por uma prancha de windsurfe quando estava nadando na praia.



Fora esses outros fatos:

Morreu ontem, de infecção pulmonar, o ator Luís de Lima, de 77 anos, que fazia o personagem Antonio na novela Esperança. Ele estava internado no hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro, desde a madrugada do dia 14 de julho, quando deu entrada com edema pulmonar e pressão alta.<
Outro que participou da novela das oito e depois ficou de cama foi Antonio Fagundes. O ator passou quase uma semana hospitalizado por causa de uma pneumonia.



A patética Regina Duarte ainda tentou redimir a imagem da emissora com o Tinhoso/Beira-Mar falando do seu exdrúxulo "medo", em relação ao provável futuro presidente no programa lá da Dengue. Mas parece que a tática não convenceu os advogados do Capeta/Bush (tem algum advogado que não seja dele?), e a retaliação foi imediata. Aconselho a direção da tão prestigiada emissora a aceitar as exigências lá de baixo pra não se dar mau cá em cima. Eles vão acabar arrumando outro representante por aqui. Ou então, contratem uma rezadeira braba aqui na Bahia, musifi! e muda o nm da emissora pra "Dadinho É O Caralho, Meu Nome É Zé Pequeno, Porra!". É um nm já conhecido, de impacto, e que já tá na boca do povo. Talvez vocês voltassem a ter paz aqui na Cidade dos Homens...



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A pedidos, mas não sem vontade e com um risinho no rosto, estou aderindo a campanha inciada por Vitor Freire, a cabeça mais marginal desse Brasil Marginal




Campanha de apoio a Regina Duarte na próxima novela das 8.
Juntos, fudidos e com medo, mas assistindo a grande 'namoradinha do Brasil'.


Quem sabe assim, o Cramulhão se acalma...







ATENÇÃO!!

Não tome o próximo post como algo de grave! Nada tão grave aconteceu... Eu acho...
O dia começa com essa música:

Não é porque eu sei que ela não virá que eu nao veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê-la, mesmo não tendo a mínima lógica esse raciocínio
Não é que eu esteja procurando no infinito
A sorte para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou


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E se torna um dia muito bom. Diferente do que eu esperava. Acordei meio deprê, mas acho que foi o sono, dormi as 04 e acordei as 09. Depois, meu humor foi melhorando, melhorando e, no final do dia, surpreendetemente, tava rindo a tóa. Adorei isso. Adorei mesmo. Estranho, mas bm. Fui dormi ontem me preparando pra um dia péssimo, acordei esperando iso e não veio. Bom.



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hoje foi o dia das ex. Encontrei uma ex-namorada (fui encontrar, na verdade), fui ao shopping com uma ex... ex... Não sei... ex (desculpa, de verdade, não saber definir... Desculpa mesmo... Na verdade, nem sei se é ex alguma coisa mesmo. Tá uma amiga então.). Hehehe. tentamos ir ao cinema. não rolou, algumas situações fora do nosso controle... Depois, a melhor das ex (não nesse sentido, seus pervertidos. A melhor ex em termos de ex. Hã?) Me ligou, batemos um papo rapidinho. Marcamos pra ir no Show do Cordel do Fogo Encantado (Que vai rolar no Projeto Petrobrás de Música, de 24 a 27 de outubro na Casa do Comércio. Pra quem não conhece, não percam!! Pra quem conhece, nem preciso dizer, né...). bom, e ainda tiveram os encontros randômicos relacionados intimamente com a mais complicada das ex no trânsito e na faculdade... Enfim...



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(Winamp do demo: Farofa Carioca - Pretinha... Viagem pessoal... Carioquissima..." A saudade é minha dor/Que anda arrasando com meu coração...") Bom, o dia termina com alguns "sinais". Fomo tomar um chopp no Barravento: Eu, Dani, Felipe e Daniel. Fui parar o carro, embaixo duma placa de proibido parar e estacionar. Ia largar o carro lá, mas tinha dois guardas bem do lado. Cheguei o carro mais pra frente, achei uma vaga mais perto, fora da zona proibida e entrei com o carro. O farol bate na placa... KMM - Rio de Janeiro. eu e Dani no carro, gargalhando. Saimos, em direção ao bar e vejo Dani prar e me chamar: "ô Zebaaaa...". "Ah, dani! , tá de Sacanagem!". "Vem cá". LCU - Rio de Janeiro. Outra placa. É uma pena que não acreditar mais neles. Nos sinais. Ou não ter certeza a que vieram. Enfim. Chegamos, chopp, mais risos... Estranho rir assim... Conversa sobre o novelo de lã que é minha vida, onde tudo se entrelaça, onde as pessoas todas acabam se conhecendo de algum lugar, as coicindências imperam e a randomicidade é uma constante diária... Weird...e não é exagero algum.. um dia, conto umas histórias dessas... (alguém ainda lé essa troço aqui?) Sim, ainda tem mais, sim! (winamp do demo: CPM22 - Últimas Palavras. Meu Deus! Eu ouço isso? )



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Bom, domingo tem aniversário de uma amiga (a primeira ex, logo acima...) e ela vai num show com a galera comemorar. Show de quem? Tá, Ivete Sangalo (sucks), Margareth Menezes (cool) e ... Gilberto Gil... Sigh... Sei não, hein... (winapm do Demo - Frente - Bizarre Little Triangle)

Sei não.. E é lua cheia.. Naquele fatídico show de gil, era Lua nova... Sei lá...

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Fiz uma aposta com Mingau (The Photshop/Flash/3D Studio Wizard). Não vou dizer o que é, mas acho que vou ganhar R$ 50,00. Tá, Trulez, deixo como retórica... (Hahahaha!!! winamp do Demo: Gil - Three Little Birds...! Hehehe!)



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Saindo do bar, a velha melancolia começa a voltar... tento tar contra ela, mas quando vejo, já se instalou (ami meu deus!! preciso desinstalar esse winamp... Cassia Elle - Todo amor que houver nessa vida... "Eu quero a sorte de um amor tranquilo"... Hehehehe). Chego em casa já de baixo astral. Encontro Mingau no ICQ, foi quando fechamos a aposta. Do nada, resolvo visitar a Ro. Fazia tempo que eu não vou lá... Então, ela e o Vinícius me dizem. (AHH!!!! Dave Matthews Band - Crush... Meu Deus... o que é isso...). Dizem pra mim... não foi intenção, mas foi pra mim...



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E o dia acaba com essa música:

Pra que chorar


Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se pôr
Pra que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor
Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer
Pra que chorar
Pra que sofrer
Se é sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer


Baden Powel & Vinícius de Moraes



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Issaê.(Ah Chico!!! Futuros Amantes é foda!!! "E quem sabe então o rio será./Alguma cidade submersa../...Futuros amantes, quiçá, se amarão sem saber/com o amor que um dia deixei pra você" Cala a boca!!! Hehehehe!!!)



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E pra finalizar, Cassia Eller - Orelha de Eurídice (músíca de Cazuza) Preciso instalar o MusicMacth, hehehe!!!



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Bom fim para um bom dia.





Quarta-feira, Outubro 16, 2002

Bom, depois de tanto pensar e falar no filme, resolvi pesquisa que diabo é Serendipity. A pesquisa me levou aos cantos mais obscuros da web... aqui alguns exemplos.. Vidinha estranha...



Tô ficando velho, porque não consigo me lembrar de quem inventou a palavra *serendipity*. Foi inglês, poeta, no século XIX; vem de Serendip, que (se estiver certo), é um nome para o Ceilão. Usando metáfora de _Guerra nas Estrelas_, serendipity fala dos gestos guiados pela Força.
Esse cara é sinistro



Apesar de no mesmo ano, num caso típico de "serendipity" terem sido descobertos os inibidores da monoamino-oxidase, o grande impacto na moderna psicofarmacologia surgiu com a utilização da cloropromazina e a imipramina<

Este marco corresponde logicamente à síntese das benzodiazepinas, o clorodiazepóxido em 1957 (Kaplan et al.,1981) por Sternbach. Curiosamente, e mais uma vez se regista um caso de "serendipity" na descoberta do clorodiaxepóxido.
Em Farmácia



Detecção precoce do câncer de próstata: 0 acaso ataca novamente



Os autores abordam a questão do câncer detectado por acaso. Este fenômeno, denominado serendipity em inglês, ocorre quando um teste de rastreamento (i.é, exame digital retal ou antígeno prostático específico) está anormal devido a condiçôes benignas e o câncer é coincidentemente detectado.
Putz...



Serendipity!
Bin Laden, os pobres, a esquerda e os gringos

Drogado...



Ovo de mogno, feito à mão pelo artista plástico Pedro Emílio Petry, de Joinville. Este grande custa R$ 120 na Serendipity.


Serendipity: R. Verbo Divino, 586, Granja Julieta, 247-8915 (São Paulo, acho)
Tem uma loja aqui no Brasil...



Serendipidade e Situação Psicanalítica De Pesquisa no Contexto da Apresentação Psicanalítica de Pacientes
Serendipity and Psychoanalytical Research situation in the Context of Psychoanalytical Presentation of Patients

Só tem o título mesmo...



Descobertas inesperadas: Em trabalhos de pesquisa básica como o conduzido pelo grupo de São Carlos, a investigação é feita sem que se conheçam antecipadamente as características dos materiais que vão se revelar ao longo do trabalho. Resultados inesperados podem ocorrer a qualquer momento – é o que os filósofos da ciência chamam de serendipidade, um termo que acabou se consagrando para se referir a descobertas acidentais.
Na ciência



E, finalmente, um texto que apesar de tratar isso na ciência, pode-se transportar pra vida "comum"...

E o filme estréia nos cinemas brasileiros no dia 06 de dezembro. Quem tiver no Rio ou em São Paulo, pode alugar o DVD área 1, se seu aparelho pegar e se vc souber inglês. Aqui, na província soterópolis, não se acha...




Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu(*)
A gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante, roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente até não poder resistir
Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira pra lá

(...)
O samba, a viola, a roseira, um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá



Chico é foda...

(*) Este post era pra ir ao ar as 03:35 da manhã, mas o Blogger tava fora do ar

Gêmeos 16/10 - Incessantes peregrinações, voltas e voltas ao mundo, e a verdade que tanto procurava sempre esteve bem aí, o templo sagrado de suas buscas é você. Sim, as experiências sempre valem, veja a sua expressão radiante nas fotografias. Não há palavras para descrever, não há trajetos a percorrer, só há aquilo que é: escute-se.

Terça-feira, Outubro 15, 2002


"Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu."



Roubado descaradamente do Shaggga. É do Neruda. Vem aqui pra confirmar-te sóbrio o que te disse ébrio: Te amo. Simples assim.

Nerd. Assumo. Sou. Mais uma noite virada numa Lan house jogando Counter-Strike. Nerd. Chegar em casa, e vir direto pro computador. Nerd.



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E o sol me olhando. E eu o olho melancolicamente e ainda pergunto: Porque?



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Queria acreditar...

Domingo, Outubro 13, 2002

Eita!!! chegar bêbado, depois de falar com vc e ouvir Luciana Melo (Boa Noite) na primeira música que o Winamp toca, depois de ter falado com vc, groove!! Sei lá. Tô bêbado mesmo então digo de novo: Te amo!!! Não que eu só diga isso bêbado. Amanhã, sóbrio, digo de novo!! Mas luciana melo e Boa Noite foi foda!! Amo vc e vc é linda demais!! That's it. No matter what!

Sábado, Outubro 12, 2002

Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar


Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais

Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu

Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi

Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor, adeus.

Ah!! Nada como uma noite que começa com duas amigas (mãe e filha), se intermedia com o Tijuana, cervejas e nachos com Chilly e termina numa LAN house com direito a encontros randômicos bizarros e uma tentativa frustrada de roubarem meu celular pra levantar meu astral!!! Grande noite!! E daqui a poucas horas, barraca do Gaúcho. Solzinho, mar, coca-light e o que mais vier! Alguém se habilita? Eu amo essa cidade!!



Eita!! Oí o sol aí de novo!!!

Sexta-feira, Outubro 11, 2002

Merda. Chego a conclusão de que odeio chorar. Ainda mais duas vezes no mesmo dia. Para porra!!!

"A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados." (Apparício Torelly, 'Barão de Itararé')

O sol nasce e mais uma vez me encontra por aqui... Acho que ele fica olhando e perguntando que porra eu fico fazendo pra vê-lo quase todo dia aparecer por essas bandas... Fico me perguntando "Porque?" amigo...

Winamp do demo: Boa Noite, com Luciana Melo... Hj, os sinais foram péssimos...

Alcool. Uma benção se vc tiver de alto astral, uma maldição se vc estiver de baixo astral. Hj eu tava de baixo astral. E eu preciso parar de externar isso na minha maneira de dirigir...