Quinta-feira, Outubro 18, 2007

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Terça-feira, Julho 31, 2007

Tem alguém tentando invadir isso aqui? Sério?

Sábado, Abril 22, 2006

"Lately, your low self-esteem is just good common sense. "

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Vc nunca vai ser "só alguém", por mais que confunda Drácula com Frankstein...

Sexta-feira, Março 10, 2006

A Alma do Outro Mundo

Charles Baudelaire


Como os anjos de ruivo olhar,
À tua alcova hei de voltar
E junto a ti, silente vulto,
Deslizarei na sombra oculto;

Dar-te-ei na pele escura e nua
Beijos mais frios que a lua
E qual serpente em náusea fossa
Te afagarei o quanto possa.

Ao despontar o dia incerto,
O meu lugar verás deserto,
E em tudo o frio há de se pôr.

Como os demais pela virtude,
Em tua vida e juventude
Quero reinar pelo pavor.

(Perdoe-me por ser uma tradução. Não falo francês. Ainda.)

Segunda-feira, Março 06, 2006

You see I've forgotten
If they're green or they're blue
Anyway the thing is well I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen

Terça-feira, Janeiro 31, 2006

"She smells like angels ought to smell"

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

"I thougth you look like christmas morning" - John Smith, the Stranger.

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

No meu calendário, depois do 29 vem o 31. Não sei o que houve com o 30. Foi-se. É uma pena.

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Acredite se quiser, o post abaixo foi postado sem saber do coment do dia 15 e depois de uma longa conversa sobre o assunto com alguém que nunca falei tão profundamente sobre esses assuntos. Mas deve ser apenas coincidência mesmo nesse Chaos que rege o universo. Nada de energias ou manuscritos, creio. Não pra mim. É, realmente, uma pena.

Ela é apenas minha colega de trabalho. Nada demais. Eu sem vc é como vc sem mim. Mas não era pra mim. Aposto minha alma.



"Case-se comigo
Vanessa Da Mata
Composição: Liminha e Vanessa da Mata

Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não pareça tåo bom pedido
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido
Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não me apareça tão bom partido
Case-se comigo
Antes que eu padeça
Case-se comigo
Eu quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim!"


(Obviamente a letra foi escrita de uma mulher para um homem. Nesse caso, eu escrevo pra uma mulher. Mudem os gêneros)

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Dizem por aí que não quero encontrar algumas pessoas. Não é bem assim.Mas não se preocupe. Delete é um bom comando e foi usado.

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

E não me interprete mal. É só porque sei que sou maior do que cartões de Natal.

Frases prontas de cartões de Natal. Tudo, no final, se resumiu a isso. Que os anjos digam amém.

Sábado, Novembro 26, 2005

"Os estóicos identificam a ataraxia com a apatia, isto é, a serenidade intelectual, o domínio de si, o estado da alma que se tornou estranha às desordens das paixões e insensível à dor, rejeitando a procura da felicidade; já que as "coisas" não podem ser de outro modo, o mais sensato é acomodarmo-nos.

Os cépticos e os epicuristas procuram o mesmo através da ataraxia, atitude que, sem renunciar à amizade, à compaixão, ao prazer ou à dor, não permite a perda do equilíbrio espiritual. Epicuro entende que se chega à felicidade pelo prazer, mas, porque alguns prazeres se revelam nefastos, é necessário fazer uma "triagem", rejeitando aqueles que não são naturais ou não são necessários à nossa paz: o prazer é, então, ausência de perturbações passionais da alma -- a ataraxia. O homem sem paixões é o que é/está em si e para si: "estar fora de si" (o homem colérico, diz-se, é o que está fora de si) é a expressão que traduz o estado contrário à ataraxia."

Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Open your eyes. É bom estar renascendo.

Quinta-feira, Novembro 03, 2005

Comentários reativados. Se é que tem alguém pra comentar.

Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Sinto as convulsões típicas. Sinto a tosse vindo. Uma única palavra desencadeou todo o processo de destruição. À dor que já ardia o peito veio se juntar o vômito desesperado do homem destruído. Não era necessário jogar essa ultima pá de areia. Eu já estava morto e putrefato, arrastando meu corpo fedorento e repulsivo pelo mundos dos vivo como se um deles fosse, mas a morte já havia me alcançado e os olhares de asco e rancor que me atingiam queimava minha carne exposta, aumentando o fedor podre que me envolvia. E, num último toque de sarcasmo, a Morte havia me deixado morto e respirando, morto e sentindo, morto e ainda morrendo. Deixou jogado neste mundo, arrastando as dores do espírito por entre o desprezo dos ainda vivos, como um monumento a tragédia dos que, até pela morte, são deixados pra trás. Então, do meu estômago de thanatus, um turbilhão dobrou meu corpo, um ardor quente veio-me a garganta e jogou-se na porcelana branca. E o vermelho do sangue vomitado manchou meus lábios de vida em agonia.



*texto escrito aos 8 dias do mês de setembro e publicado em outro blog meu.

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Bom, me desculpe por ontem. Eu simplesmente fiquei sem ação por causa do susto e outras "coincidências". Minha consciencia tentava simplesmente desistir e me abandonar e meu corpo tentava bravavemente se mover. Enfim.

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Mais serio voce disse, 3,14? Nao, eu diria mais introspectivo.
Entre o dia e a noite eu escolhi o por do sol. Mas nao fui escolhido por ele. Fui jogado pro vazio do esquecimento.

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Roubo tuas palavras, meu velho (http://www.fotolog.net/metade). Hoje tb me sinto assim.


"O amor é
bicho fragil
Cachorro sem dono
que se tira de fuça
no primeiro carinho

O amor é
sono leve
Que acorda assustado
de noite, aos prantos
com qualquer barulhinho

Eu fui
apenas o meio

a via pro fluxo
desse troço nervoso
que gira o mundo
Frente a seguir

Você foi
silêncio profundo

A razão disso tudo
O mais forte dos gostos
O único gozo
Ao menos pra mim"

Os dois meses que vivi. Um dos poucos momentos em que realmente vivi. Sinto fala da luz dos teus olhos.

Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Há o bom, há o ruim. Houve o bom. Esse Silêncio que ouço é ruim. Voltando pra casa. Mas apenas de passagem. Desculpe se não respondi alguns e-mails. Não os abri. Cansei de notícias ruins. Não queria ler o que iria doer mais. Não era necessário. Sei o que represento.

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Maria que amava João que amava a Irmã de Maria que não o via como Homem e não queria mais nada com ele
De Maria não se sabe, a Irmã casou-se em colo falso,
João matou seu amor e o enterrou no interior.
7532442325.

Sexta-feira, Setembro 02, 2005


O pulso ainda pulsa.

Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Eu sinto teu cheiro vindo com o vento. Literalmtente.

Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Terça-feira, Agosto 23, 2005

Quatro da tarde. 33 horas sem dormir e contando.

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Texto escrito as pressas no msn. Perdoem-me.
Ele não exatamente acordou. Apenas levantou-se da cama como de costume. Há tempos não dormia nem ficava acordado. Vivia naquele estado confuso entre a consciência e a Liberdade. Tudo começou mais ou menos quando ele parou de ver as cores. Elas foram se desfazendo, granulando-se, se apagando, implodindo impiedosamente nos seus próprios espectros. Ele observava a lenta agonia das cores com indiferença, apenas aguardando o momento em que finalmente iriam morrer em si mesmas. E o mundo explodiu em preto e branco. O mundo, as coisas, as pessoas. Tudo havia se tornado cinza e real. Eventualmente, um ponto mais escuro do que os outros escuros surgia em seu campo de visão. ele, em vão, tentava focalizar os olhos mas o negrume fugia e escorregava da sua existência. Mas em seu mundo cinzento, algo havia sobrevivido. Ao fim do dia, como um sonâmbulo, ele fugia para a explosão de cores do sol se pondo. Sentava num banco, a beira-mar e voltava seus olhos castanhos pro sol e se deixava banhar na luz desesperadora da morte revivida. Então aconteceu. No princípio de um pôr-do-sol indefinido, em canto quase fugido da sua visão, o ponto negro surgiu e caminhou, inadvertidamente em sua direção. Parecia que caminhava a esmo e seguia em sua direção como se estivesse sem rumo. Ele virou-se de frente pro desconhecido e esperou. De alguma forma ele sabia. O sol, no seu caminho de lamentações, vomitou as cores que, desta vez, o deixaram meio cego e, de alguma forma, haviam devolvido sua consciência, perdida há tempos. No contrate entre o mundo cinzento e o crepúsculo, o negrume foi se desfazendo, escorregando para o chão e Ela surgiu. Seus olhares se procuraram. Os olhos Dela, ele notou, eram iguais aos seus. Castanhos, profundos e vivos. Então fez-se o Silêncio. O mundo parou, as pessoas sumiram, a luz se fez mais presente e A coloriu, pouco a pouco, como uma aquarela cuidadosamente trabalhada por algum mestre esquecido. Apenas se ouvia, ao longe, o barulho do mar Ela recuou um passo, assustada. Ele deu um passo a frente. Ela sorriu, em sinal de reconhecimento, e moveu-se em sua direção. Se encontraram no momento derradeiro das luzes, Ela tocou seu rosto delicadamente e, com os dedos, arrancou-lhe os olhos e os jogou no mar. E ele morreu afogado na escuridão.
Death is the only hope in this miserable life.
O sol se pôs. Típico, considerando minha vida. E não, meus olhos não ficam bem na luz do crepúsculo. Hoje é noite de lua nova.

Quinta-feira, Agosto 18, 2005

.. Bom, acho que vc deixou um fecho de aeVivem me dizendo pra escrever, mesmo que sejam ruim. Bom, aí vai. Mais uma tentativa de voltar aos "bons tempos". Não muito boa, admito, mas talvez valha a tentavia. Quem sabe um dia eu mude o final?
No principio não havia nada. Apenas o silêncio mergulhado nas brumas da não-existência, cercado pela escuridão além da memória e da compreensão. Então, num instante infinitesimal, perdido para sempre nas memórias quânticas, houve luz. O universo surgia em todo seu esplendor. Partículas primordiais dançavam e se agrupavam, nascendo e destruindo, morrendo e criando. Então, surgiu o Verbo. E aí foi quando começou a fuder tudo. Bom, não exatamente quando o Verbo surgiu. O problema foi o que veio depois: O Tempo. Mais especificamente os Tempos do Subjuntivo, porque o Indicativo até dá pra encarar. As notícias do Primeiro são vagas e imprecisas mas, dizem, chamava Imperativo. No início, limitou-se a observar e tentar organizar o andamento das coisas, guiar quarks, neutros e fótons a seu bel prazer. Sentindo só, porém, criou o Tempo. O Indicativo pra ser mais preciso. E viu que era bom. Vieram o Presente, o Pretérito Perfeito e o Pretérito-Mais-Que-Perfeito. O Futuro não, pq o Futuro a Deus pertence. Olhando a magnitude da sua obra, O Primeiro cedeu à soberba e criou o Subjuntivo. Surgiu, assim, Pretérito Imperfeito. Do subjuntivo, é claro. O mais poderoso dentre todos os Tempos, mas com uma inveja e cobiça escondidos em sua conjugação. Por esses dias, Imperativo criou sua obra máxima: Um pequeno planeta na órbita de um pequeno sol, esquecido nos confins de uma insignificante galáxia. Todos se maravilharam com sua obra e, mesmo Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, admiraram-se com o poder e a magnitude de tudo quanto havia sido feito. Mas então, no sexto dia, Ele cometeu seu primeiro erro: Os livros de auto-ajuda. Por todo panteão se cochichava sobre a senilidade e a incompetência do imperativo. Uma rebelião se formava e Pretérito Imperfeito do Subjuntivo (doravante conhecido como P.I.S) formou uma delegação de Tempos e pediu uma audiência com Ele: “Senhor, tem certeza sobre essa história de Livro Sagrado? Quer dizer, as pessoas podem interpretar tudo errado, vc sabe como essa gente é... Eu faria diferente, se fosse o Senhor. Essa tal de Bibl...”. “Mas não é eu. Será assim.” “Senhor, não é eu não é o corre...” “Suma daqui! Não me corrija! Eu sou o que sou!”. P.I.S recolheu-se humildemente e retirou-se. Parecia que a sede de poder havia, finalmente, dominado Imperativo e ele começou seu devaneio criacional: Cerveja sem álcool, Celine Dion, a Cruz, todos os devaneios Imperiais, potenciais destruidores do universo, vinham insuflar os ânimos dos rebeldes. Então, num ataque de loucura e embriaguês, Imperativo chamou um jovem e disse: “Hamurabi, aqui estão as bases pra que, no futuro, os Advogados surjam. Eles serão os porta-vozes do Imperativo neste planeta”. Então houve um clamor nos céus e na Terra. Revolta, massacres, morte e destruição. Sangue, saques, pilhagens. O planeta estava entregue ao deus dará, mas ele não deu. P.I.S tomou pra si as rédeas da revolução e voltou à presença Dele: “Senhor, me perdoe, mas creio que o Senhor não sabe mais o que nesta fazendo. Sou obrigado a pedir, em nome de muitos, que se convoque uma eleição.” ELEIÇÃO?!?!?! Você está louco? Não haverá eleição alguma. Eu sou o imperativo. E digo que não haverá!”.” Bom, infelizmente pro senhor, os advogados serão criados. E digo que, de acordo com o que eles dirão, haverá eleição. Mesmo que seja em juízo. E que seja o ultimo juízo dentre todos o que ocorram. Considere-se em campanha.” E aí... Bom, e aí como são 06:30 da manhã e o whisky acabou, Ele chamou Pretérito Perfeito e disse: “Fudeu”.

Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Bem, não tá bom, mas é uma tentativa depois de meses. Encarem, se é que alguém ainda vem aqui, como uma tentativa de furar o bloqueio que eu mesmo imposto por alguma zona obscura de mim. E contem ainda que perdi ultima metade do texto por causa dessa merda de cpu e tive que reescrever, puto e sem paciência. enfim. Aí vai... Bom... E pra completar... Depois que eu publiquei deu pau geral no template... Claro, comigo nada é simples... Bom, tá mudado... perdi os coments antigos, por enquanto...



Era impenetrável. Espessas paredes de concreto e aço selavam o lugar, como um crânio. Havia sido projetado a pedido de um milionário, que cansou o mundo e trancou-se em seu próprio desespero. Um banheiro, uma vasta despensa, uma cama e, num derradeiro sinal de autopiedade, uma .45 completavam o cenário da sua liberdade. Sem portas nem janelas, apenas pequenos dutos para a renovação do ar, vivia nu a divargar com seus Demônios, expondo-lhes suas teorias desvairadas que já haviam lhe expulsado do mundo e estavam agora o expulsando de si mesmo. Cagava, como cagam todos, quando a ouviu:"Olá estranho". Ele, a principio, não a reconheceu. Não que a tivesse conhecido pessoalmente, ele simplesmente não reconheceu o que era aquilo que se movia e emitia sons ininteligíveis e parecia, de alguma maneira, estar interagindo com ele. Achou que pudesse ser um de seus Demônios , mas aquilo possuia algo estranho na extremidade superior, algo que Eles não tinham. Duas esferas, uma dentro da outra, a maior castanha e a menor, quase invisível, negra, circundadas por uma imensidão branca. Num ato reflexo, sentiu os lábios contrairem e ouviu sua voz responder:"Olá estranha". Como um vômito, suas memórias lhe foram devolvidas pelos deuses esquecidos da memória e a dor lancinante que se segiu à sua epifânia o fez perder os sentidos nu e sujo de merda. O barulho das águas da cachoeira batendo nas pedras do lago o fez acordar. Mesmo depois de algum tempo no exterior, a luz do sol ainda o incomodava. Baixou os olhos e a viu dormindo a seu lado, os longos cabelos dourados caídos delicadamente sobre os ombros e o rosto levemente voltado para a luz. Com suavidade, encostou seus lábios nos Dela. Ela despertou, sorriu pra ele com doçura e, mais uma vez, entregaram-se ao silêncio e aos corpos como um náufrago se entrega ao mar. Depois, como sempre faziam, nadaram até a outra margem do lago para ver o por-do-sol. E ali, no crepúsculo, onde todas as coisas morrem, Ela acriciou delicadamente o seu rosto e lhe disse:"Adeus e obrigada. Vou indo. Não que que me sigas". Pulou no lago e desapareceu na noite, jogand-lhe a solidão nas costas. A escuridão o cercou e seus Demônios voltaram, com risadas de escárnio, rindo da sua destruição. Um deles atirou-lhe sua .45. Ele a pegou, olhou-a e pensou:"Não preciso mais disso" e enfiou uma bala na cabeça, se entregando à morte como uma criança se entrega à vida: nú e sujo de merda

Quinta-feira, Junho 02, 2005

Eu nunca deveria ter saído daquele útero.

Quarta-feira, Junho 01, 2005

Envelheço na cidade.

Terça-feira, Maio 24, 2005

A formiga só trabalha porque não sabe cantar. Ou escrever.

Quarta-feira, Abril 20, 2005

Que outros lábios que não os seus os meus buscam e apenas meus olhos encontram. Que outra pele, que não a sua, a minha alma anseia, e apenas apenas minha pele encontra, prisioneira dos mesquinhos limites da carne. O ser bendito voando pra fora dos limites do sentir, condenando meu maldito ser ao tormento indizível da morte revivida a cada instante. O cheiro que impregna o meu cheiro e habita no meu peito e destrói os meu sentidos e me deixa na completa anosmia. Quais pecados cometi e quais cometerei pra poder pagar o preço da agonia a ti destinada pela minha mente embotada pelo drama, por mim mesmo engedrado, que me condeno viver todo dia. A que passado tortuoso me condenas, onde a parte que me cabe é a de um triste palhaço a beira do pranto do insignificante. Como poderá minha culpa ser purgada, a culpa do meu espírito, que também é corpo, que jogou-se em suas mãos e jogou-se sem mirar e querendo achar a paz, achou o riso desdenhoso. Mas esquece essas palavras. Porque o que foi dito talvez nem o tenho sido. É uma quimera de pensamentos, feita dos delírios e devaneios da vida que se acaba e que nunca vai se acabar. Do desespero do fim interminável. E a laconicidade da irônia vem destuir a prolixidade do rídiculo, desnudando o ser e expondo a pateticidade do poeta. E me pego sem fazer o menor sentido. Patético.

Domingo, Abril 17, 2005

(...)A garagem estava as escuras e ele tateava tentando achar o caminho até o elevador. Tentando não cair, deu uma trombada no carro de um vizinho, quase na porta do elevador. Deu um grito de dor abafado e procurou o botão. Mais uma vez não percebeu uma sombra, saindo de debaixo do seu carro. A criatura se arrastava, silenciosamente, no negrume, chegando cada vez mas perto, como que se preparando para um bote. Sorrateiramente ela avançava, ganhando terreno. Agora estava menos de dois metros dele. No preciso instante em que, finalmente, achou o botão, o perseguidor, achou, com a cabeça, o mesmo carro do vizinho. Ele ouviu o estrondo e um grito abafado de dor. Virou-se assustado em direção ao barulho. Do fundo da sua mente, perturbada pelo álcool e por si mesmo, um pensamento foi se formando. Aos poucos vinha emergindo, tomando forma. Demorou alguns instantes pra perceber o que se passava, mas finalmente a sua brilhante capacidade de dedução falou mais alto. Ele, assustado, pensou: “Nossa! Eu sou mais rápido que o som!”. E entrou no elevador.(...)

Zeba in projeto de livro ainda sem título

Terça-feira, Abril 12, 2005

Eu preciso parar de beber. Ou beber até enlouquecer duma vez. Essa coisa de enlouquecer aos poucos não dá.

Quinta-feira, Abril 07, 2005

"(...) mas provavelmente não existe (...) hoje em dia um único homeme maravilhado com a idéia de que é um ser humano. Estão todos atemorizados com a possibilidade de não vencerem na vida. Um homem inteligente, um homem sem medo, enfim, está preocupado com coisas mais importantes que dinheiro ou pelo menos é um homem que faz o dinheiro trabalhar por ele, e não o contrário."
Fausto Wolff in A Mão Esquerda

Segunda-feira, Abril 04, 2005

Eu não tenhos problemas com o alcool. Eu tenho problemas com a falta dele.

Terça-feira, Março 15, 2005

Talvez este seja sobre a vida. E a ridicularidade dela. Seja sobre como a maioria de vcs finge que a vida é linda quando é apenas uma sucessão de instantes podres e moribundos, que, na maioria dos casos, te mostra o quão ridicularmente pequeno vc é e que a sua importância, no geral, tende a zero e que o ponto onde vc vai chegar é o mesmo da grande maioria dos humanos: uma frustração, seguida do desespero e o nada a que estamos condenados. Sempre fingindo que estamos bem, obrigado, minha carreira tá crescendo, os meninos não usam drogas e meu marido não come a vizinha. Mas, na real, é tudo uma gigantesca bosta, o que faz do planeta o maior pinico a céu aberto que se tem notícia, com tendencia a piorar porque seus 6 bilhões de habitantes cagam suas vidinhas por toda parte e vivem chafurdando na própria merda, sem sentir o fedor da sua própria insignificancia, atribuindo a si mesmo um valor irreal e patético, supondo, com uma prepotência absurda, que está em controle da própria vida sem perceber que vive andando a esmo, rodando o mesmo ponto, rodando tanto que acaba cavando sua própria cova com os pés, e vai acabar enterrado vivo quando sua vida desabar sobre si mesma, entupindo seus canais respiratórios chegando, finalmente, ao ponto a que todos estamos condenados: morrer em vida sufocado pela própria merda.
Talvez seja um bloqueio criativo. Talvez seja um grande texto sendo produzido. Talvez seja um suspense marketeiro. Mas eu acho que é preguiça mesmo.

Quinta-feira, Março 10, 2005

Ok, não costumo fazer essas coisas mais isso foi foda. Sobre o caso Michael Jackson, alguém, escreveu o seguinte no Terra:

"(...)disse que iria segurar o mandado de prisão por uma hora para dar tempo para que Jackson aparecesse na corte. Porém, o prazo já inspirou.(...)"

http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI485637-EI4687,00.html

Terça-feira, Março 08, 2005

"(...) Esse negócio de nascer. E de morrer. Cada um na sua hora. A gente chega sozinho e vai-se embora do mesmo jeito. E a maioria passa a vida inteira sem ninguém, assustada e sem entender nada.(...)"
Charles Bukowski

Sexta-feira, Março 04, 2005

Velho, me faz um favor, arranca minha cabeça do pescoço. Você me deve isso. Eu não aguento mais isso aqui.

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Quando, quando eu vou enfiar o carro no pote ou um meteoro vai cair em minha cabeça espatifando meus miolos no asfalto feito jaca mole? Já demorou demais. Tô cansado disso.

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O mundo é o pior lugar pra se viver hoje em dia. é por isso que tem tanta gente doida.

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Why, oh why, didn't I take the blue pill?

Quinta-feira, Março 03, 2005

"Ave dolorosa

Ave perdida para sempre - crença
Perdida - segue a trilha que te traça
O Destino, ave negra da Desgraça,
Gêmea da Mágoa e núncia da Descrença!

Dos sonhos meus na Catedral imensa
Que nunca pouses. Lá, na névoa baça
Onde o teu vulto lúrido esvoaça,S
eja-te a vida uma agonia intensa!

Vives de crenças mortas e te nutres,
Empenhada na sanha dos abutres,
Num desespero rábido, assassino...

E hás de tombar um dia em mágoas lentas,
Negrejadas das asas lutulentas
Que te emprestar o corvo do Destino!"


Augusto dos Anjos

Frustração é uma merda mesmo.

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

Um observador desatento não saberia dizer a diferença entre o pôr do sol e o nascer dele. Um observador um pouco mais atento teria reparado em alguma pequena luzinha acesa num poste qualquer. O que também não faria a menor diferença pra se saber qual dos dois estava acontecendo. Na verdade, tudo é uma questão de pra onde a Terra tá girando no momento em que se olha ou, pra ser mais preciso, onde nosso hipotético observador se encontra nela no momento em que ela gira. Claro que, de uma hora pra outra, ela poderia ter ficado de saco cheio de tanto girar prum lado, e alguns sábios e mestres de Yôga afirmam que ela está ficando, e simplesmente decidir girar pro outro lado, só pra mudar um pouco a rotina. Mas aí ele (nosso observador) estaria ocupado demais em observar a provável extinção da Civilização Humana e de Todo o Resto que na realidade pouco importava se a merda do sol estava se pondo ou nascendo e quem liga pro sol de qualquer jeito? Se você não acredita que isso esteja acontecendo é só dar uma olhada nos claros sinais de cansaço que o planeta vem demonstrando. Claro que não tô falando de tsunamis, terremotos e outras bobagens. Isso acontece com o planeta desde que ele evoluiu da categoria de Amontoado de Poeira Sem Forma para Amontoado de Poeira Com Forma Mais Ainda Sem Condições Para Vida Humana e Outras Criaturas Irracionais. Estou falando de coisas realmente sérias, com o que devemos nos preocupar, como radares de transito, cantores com cabelos vermelhos e nome de fruta confundida com leguminosa, cerveja sem álcool e, o pior, os Homo Sapiens Sapiens em geral, a não ser, talvez, uns 3 ou 4 deles em todo esse tempo, incluindo aí o Jimmy Hendrix e Ferreira, um garçom de um finado bar na Ladeira da Barra, que só Deus, ou o Similar Nacional, ou Ninguém, caso não haja ninguém realmente lá fora, sabe por onde anda. Enfim, o ponto é que realmente essa história de depender do referencial que se olha e de onde se está na terra quando se observa o sol pra saber o que está acontecendo não dá mais pra acreditar. Como aquela história da inteligência dos golfinhos e tal. (Se você acredita nisso, é bom começar a colocar novamente botinhas na janela pro Papai Noel. É fato sabido que eles só ganharam essa notoriedade por serem “fofinhos e meigos” e ficarem fazendo gracinhas, uma descrição que se assemelha muito mais a um palhaço, a um filhote dos supra citados Homo Sapiens Sapiens ou alguma bicha em um baile de carnaval, do que um cientista do MIT. Ao invés disso, imagine um ornitorrinco. Agora imagine um cientista do MIT. Notou a semelhança?) O que você tem que perceber pra se saber se o sol tá nascendo ou se pondo ou se você vai observar a extinção da Civilização Humana e de Todo o Resto é até que ponto o planeta tem paciência pra ficar girando estupidamente a uma velocidade definitivamente estonteante ao redor de um sol que manda ondas radioativas sem realmente chegar a nenhum lugar com isso enquanto alguns seres que acham que sabem que sabem (excluindo os cientistas do MIT e os ornitorrincos que realmente sabem) cuidam pacientemente da sua destruição (do planeta. E deles também). O que, se você parar de olhar pro sol e outras coisas inuteis e,finalmente, perceber que existem outras pessoas ao seu redor, vai se tocar que essa história de girar como um louco sem sair do lugar é exatamente o que acontece com os tais homens que sabem que sabem. Menos os ornitorrincos. Portanto se você não é um ornitorrinco ou um cientista do MIT (o que, no final, é quase a mesma coisa) e acha que nunca vai conseguir ser nenhum dos dois, desista. Continue olhando pro nada, ou pro próprio umbigo, como faz o resto da humanidade. Aliás, essa é a grande vantagem dos ornitorrincos em relação aos outros mamíferos: Eles não tem umbigo, logo não perdem tempo olhando pra ele. O que os torna fadados, inexoravelmente, a dominar o planeta e a pensar melhor do que qualquer outra criatura filha de Deus ou Semelhante. Incluindo aí os tais cientistas do MIT.

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

Wake time: 02/17/2005, 11:30hs
Sleep time:02/18/2005, 16:04hs

Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

"'me mostrem um sujeito que mora sozinho e está sempre com a cozinha suja, que eu, em 5 entre 9 casos, provarei que o sujeito é fora de série'
- Charles Bukowski, em 27.6.67, depois da 19ª garrafa de cerveja.
"'me mostrem um sujeito que mora sozinho e está sempre com a cozinha limpa, que eu, em 8 entre 9 casos, provarei que o sujeito tem abomináveis qualidades espirituais'
- Charles Bukowski, em 27.6.67, depois da 20ª garrafa de cerveja.
muitas vezes os aspecto da cozinha reflete o estado do espírito. os sujeitos confusos, inseguros e maleáveis são pensadores. a cozinha da casa dele se assemelha às idéias que tem: cheias de lixo, metal encardido, impurezas, mas eles sabem disso e até acham graça. as vezes, com violenta erupção de fogo, desafiam as divindades eternas e surgem com o fulgor intenso que volta e meia chamamos de criação; noutras, meio que se embriagam e resolvem limpar a cozinha. mas tudo volta logo a cair na desordem e ficam no escuro de novo, precisando de BABO, comprimidos, orações, sexo, sorte e salvação. mas quem mantém a cozinha sempre limpa é anormal. cuidad